RIO DE JANEIRO — Um dos alvos da operação deflagrada pelo Ministério Público e pela Polícia Civil nesta quinta-feira (18), o ex-vereador Ulisses Marins teve uma breve passagem pela estrutura do Governo do Estado antes de voltar ao centro das investigações.
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De acordo com registros publicados no Diário Oficial, Ulisses foi nomeado em março deste ano para um cargo na Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento. No entanto, permaneceu na função por pouco mais de dois meses e acabou exonerado em maio.
Durante o período, exerceu o cargo de ajudante da pasta em uma vaga criada a partir de uma transformação administrativa estabelecida por decreto estadual.
A passagem pelo governo foi curta e se soma a outro episódio recente envolvendo nomeações para cargos públicos. Em novembro de 2025, após encerrar sua trajetória na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, Ulisses Marins chegou a ser nomeado para uma função na Prefeitura do Rio.
Segundo informações divulgadas à época, a nomeação não avançou após análise dos mecanismos de compliance da Secretaria Municipal de Integridade. O ato acabou sendo tornado sem efeito cerca de uma semana depois.
O nome do ex-vereador voltou aos holofotes nesta quinta-feira após ele se tornar alvo de uma operação conjunta do Ministério Público e da Polícia Civil que investiga agentes públicos suspeitos de ligação com o Terceiro Comando Puro (TCP).
As investigações buscam apurar possíveis vínculos entre integrantes da organização criminosa e agentes políticos ou públicos. Até o momento, as autoridades não divulgaram detalhes sobre o envolvimento do ex-parlamentar nem o resultado das diligências realizadas contra ele.
A operação mobilizou agentes em diferentes frentes e integra uma ofensiva voltada ao combate da influência de organizações criminosas em estruturas públicas e políticas.
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