RIO DE JANEIRO — A denúncia que fundamentou a Operação Pedra Branca revelou um suposto esquema criminoso envolvendo empresários e policiais civis na exploração de um loteamento irregular dentro da área de proteção ambiental do Parque Estadual da Pedra Branca, na Zona Oeste da capital fluminense.
✅ Clique aqui para seguir o canal de notícias nacional do Rlagos Notícias no WhatsApp
Segundo o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), a organização atuava na invasão, desmatamento e comercialização clandestina de terrenos em Campo Grande, sem qualquer licença ambiental ou autorização do poder público.
As investigações apontam que o empresário Milton de Souza Júnior, identificado como líder do grupo, teria estabelecido ligações com milicianos para ocupar a área e iniciar a venda dos lotes. Ele foi preso durante a operação conduzida pelo Gaeco e pelo Gaema.
De acordo com o MP, o esquema não causou apenas danos ambientais. Compradores também teriam sido enganados ao adquirir terrenos acreditando que o empreendimento estava regularizado. Em 2021, após uma ação da Prefeitura do Rio contra o condomínio irregular, diversas vítimas procuraram a polícia. Os prejuízos relatados somam quase R$ 1 milhão.
A denúncia também descreve um suposto esquema de corrupção dentro da 35ª DP (Campo Grande). Três policiais civis são acusados de proteger o loteamento ilegal e atuar para impedir o avanço das investigações.
Entre os denunciados estão os policiais Marcos Eduardo Maia e Marcello Menezes. Segundo os promotores, conversas interceptadas indicam cobranças de propina para que procedimentos instaurados contra os responsáveis pelo empreendimento fossem arquivados ou não avançassem.
As mensagens e áudios reunidos na investigação apontam pedidos frequentes de contato e cobranças relacionadas a supostos pagamentos ilícitos. Para o Ministério Público, os diálogos reforçam a existência de um esquema estruturado para favorecer os envolvidos.
O delegado Túlio Pelosi, citado nas investigações como possível superior hierárquico mencionado nas conversas, foi alvo de mandado de busca e apreensão e continua sendo investigado.
Ao todo, 15 pessoas foram denunciadas por crimes de estelionato, corrupção e infrações ambientais.
Em nota, a Corregedoria-Geral da Polícia Civil informou que instaurou procedimento disciplinar para apurar a conduta dos agentes envolvidos e ressaltou que não compactua com desvios de função dentro da corporação.
📲 Confira as últimas notícias do Rlagos Notícias
📲 Acompanhe o Rlagos no Facebook , Instagram , Twitter e Thread
