CABO FRIO – A morte da cachalote-pigmeu resgatada em Cabo Frio continua repercutindo nas redes sociais. O biólogo e influenciador Biomesquita publicou um vídeo comentando o fato e esclarecendo dúvidas sobre a espécie, que chegou a ser confundida por internautas com um tubarão e até com um filhote de baleia.
A fêmea, que media cerca de três metros de comprimento e pesava aproximadamente 350 quilos, morreu nesta sexta (24), dois dias após ser transferida para o Centro de Reabilitação e Despetrolização do Instituto Albatroz, em Araruama.
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Segundo o especialista, os sucessivos encalhes indicavam que o animal já apresentava algum problema antes mesmo do resgate.
“Ela ficou uma semana inteira encalhando e voltando para o mar. Isso quer dizer que tinha alguma coisa muito errada com ela”, explica. Veja o vídeo:
De acordo com ele, ainda é cedo para apontar a causa da morte. Entre as hipóteses estão uma doença pré-existente ou algum trauma que tenha deixado o animal desorientado, como uma colisão com embarcação.
A confirmação, porém, dependerá da necropsia e dos exames complementares realizados pelos especialistas.
No vídeo, Biomesquita também esclarece uma dúvida que tomou conta das redes sociais durante o resgate. Apesar de muita gente ter identificado o animal como um tubarão ou uma baleia, tratava-se de uma cachalote-pigmeu (Kogia breviceps), um pequeno cetáceo que pode medir quase quatro metros de comprimento e pesar mais de 400 quilos. Embora seja popularmente chamada de baleia, a espécie pertence ao grupo dos odontocetos, o mesmo dos golfinhos e das orcas.
Antes de morrer, a cachalote havia encalhado diversas vezes na Praia do Forte, em Cabo Frio, mobilizando bombeiros, veterinários e equipes do Grupo de Estudos de Mamíferos Marinhos da Região dos Lagos (GEMM-Lagos). No momento do resgate, os veterinários constataram que ela apresentava hipoglicemia, mordidas recentes atribuídas a um tubarão-charuto (Isistius brasiliensis) e lesões provocadas pelo atrito com a areia.
Em nota, o Instituto Albatroz informou que a causa da morte ainda não foi determinada. O corpo passará por necropsia e exames complementares, cujos resultados deverão indicar o que levou o animal a morrer após sucessivos encalhes.
Biomesquita é o nome utilizado nas redes sociais pelo biólogo e educador Matheus Silva Mesquita, de 27 anos. Natural de Nova Iguaçu, ele reúne mais de 10 milhões de seguidores produzindo conteúdos sobre biodiversidade, fauna e meio ambiente, principalmente em vídeos em que explica fenômenos naturais e identifica espécies que viralizam na internet.
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