Eduardo Paes propõe Sistema Único de Segurança Fluminense para integrar municípios e forças policiais

Redação
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O candidato ao Governo do Estado do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), afirmou nesta quinta-feira (17) que pretende criar o Sistema Único de Segurança Fluminense, caso seja eleito. A proposta prevê uma atuação integrada entre as forças de segurança estaduais, guardas municipais e forças municipais para reforçar o policiamento e ampliar as ações de combate à criminalidade nos municípios fluminenses.

A declaração foi feita durante uma visita ao Centro de Treinamento da Força Municipal do Rio de Janeiro, em Irajá, na Zona Norte da capital. Segundo Paes, a iniciativa terá como uma das prioridades o enfrentamento de roubos e furtos, com reforço do policiamento em áreas identificadas como pontos de maior incidência desses crimes.

Eduardo Paes esteve no local acompanhado da candidata a vice-governadora, Jane Reis (MDB), e do candidato ao Senado, Pedro Paulo (PSD). Durante a visita, o candidato apresentou a proposta de ampliar para outras cidades o modelo de atuação adotado pela Força Municipal do Rio, utilizando informações sobre a concentração de ocorrências para direcionar o efetivo às regiões que registram maior número de roubos e furtos.

De acordo com Paes, a intenção é estabelecer uma estratégia conjunta entre a Polícia Militar e as estruturas municipais de segurança. O projeto também incluiria cidades que ainda não possuem forças municipais armadas. Nesses casos, as guardas municipais seriam incorporadas ao sistema de integração para atuar em conjunto com as forças estaduais.

O candidato citou a parceria entre os municípios do Rio de Janeiro e Duque de Caxias como exemplo de integração entre estruturas municipais e a Polícia Militar. As duas cidades possuem tropas armadas vinculadas às respectivas forças municipais e desenvolvem ações conjuntas de policiamento.

Na capital fluminense, a Força Municipal foi criada durante a gestão de Paes com foco no combate a roubos e furtos. Conforme os dados apresentados na proposta, após seis meses de operação, a tropa registrou redução de 73,1% nesses crimes nas áreas sob sua cobertura. O texto informa ainda que o impacto é acompanhado pelo Instituto de Segurança Pública (ISP), considerando os mesmos períodos e horários de atuação da força, embora os dados mencionados ainda sejam parciais.

Além da atuação nas ruas, a proposta de integração envolve o uso de tecnologia e compartilhamento de informações. Rio de Janeiro e Duque de Caxias também passaram a trabalhar em conjunto por meio da Muralha Digital Rio-Baixada, estrutura inaugurada no dia 10 e voltada ao monitoramento e à identificação de veículos.

O sistema foi instalado na Linha Vermelha, na altura do Parque das Missões, e conta com equipamentos capazes de realizar a leitura automática de placas nos dois sentidos da via, tanto para quem segue em direção ao Centro quanto para os acessos à BR-040.

A estrutura integra a Central de Inteligência, Vigilância e Tecnologia em Apoio à Segurança Pública (CIVITAS), criada pela Prefeitura do Rio em junho de 2024. A iniciativa utiliza recursos como câmeras inteligentes, cerco eletrônico, muralhas digitais e acompanhamento de placas consideradas suspeitas em tempo real. Em Duque de Caxias, recursos semelhantes são utilizados por meio do programa Smart Duque.

A proposta de Eduardo Paes prevê, portanto, ampliar esse modelo de integração para outros municípios do estado, combinando atuação das forças estaduais, estruturas municipais e ferramentas tecnológicas em estratégias de policiamento direcionadas às áreas com maior concentração de ocorrências.

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