Douglas Ruas diz que contratos com OSS na saúde ‘não vão prosperar’ em eventual governo

Redação
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RIO DE JANEIRO — O candidato ao Governo do Estado do Rio de Janeiro Douglas Ruas (PL) afirmou nesta terça-feira (25) que pretende mudar a atual relação da saúde pública estadual com as Organizações Sociais de Saúde (OSS) caso seja eleito.

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Em entrevista à Super Rádio Tupi, Ruas disse que seu governo pretende assumir de forma mais direta a gestão das unidades e recorrer à iniciativa privada apenas quando houver necessidade específica, sem utilizar as OSS como intermediárias.

“O governo vai fazer a gestão e buscar o que precisa da iniciativa privada, e não por intermediários como as OSS. Os contratos que estão ativos vão ter que ser analisados caso a caso, mas não vão prosperar”, afirmou.

Segundo o candidato, a mudança não seria feita de maneira imediata. A proposta prevê um período de transição, com redução gradual da participação das organizações até que o Estado tenha estrutura suficiente para assumir integralmente a administração das unidades.

Ruas defende que cada contrato atualmente em vigor seja analisado individualmente antes de qualquer decisão definitiva.

A proposta coloca a gestão da saúde entre os temas centrais da campanha do candidato do PL e representa uma mudança importante no modelo utilizado atualmente em diferentes unidades da rede pública estadual.

Douglas Ruas afirma que o objetivo é criar uma estrutura mais direta, com o próprio governo assumindo maior responsabilidade pela administração dos serviços e pelo acompanhamento dos resultados.

Para o candidato, a reorganização também precisa estar acompanhada de medidas que reduzam o tempo entre atendimento, diagnóstico e início do tratamento.

“A lógica é simples: menos peregrinação, menos fila, diagnóstico rápido e tratamento no tempo certo. É isso que queremos para a população”, declarou.

A saúde pública vem ganhando espaço na disputa pelo Palácio Guanabara, principalmente diante das reclamações relacionadas a filas, demora em exames e dificuldades enfrentadas por pacientes que precisam circular entre diferentes unidades.

Ao defender o afastamento gradual das OSS, Douglas Ruas coloca em debate o próprio modelo de administração de parte da rede estadual e sinaliza que pretende adotar uma estrutura mais centralizada sob responsabilidade do governo.

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