Arte: Metsul
Reston (EUA) – O mundo já registrou dez terremotos de magnitude 7 ou superior em 2026, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) . Apesar de a quantidade chamar atenção, o número ainda está dentro da variação considerada normal para um ano.
O terremoto mais recente ocorreu na segunda-feira (10), na Colômbia. O tremor teve magnitude 7,4 e atingiu principalmente a região oeste do país. Nesta terça-feira (11), o governo colombiano confirmou que o número de mortos chegou a 224.
O epicentro foi localizado próximo a San José del Palmar, no departamento de Chocó, a cerca de 400 quilômetros de Bogotá. O terremoto provocou destruição em diferentes cidades, incluindo Cali, Pereira, Quibdó e Manizales, além de deixar milhares de pessoas desaparecidas e causar danos a imóveis e estruturas públicas.
Equipes de emergência continuam trabalhando na busca por sobreviventes e no atendimento às vítimas. O governo colombiano declarou situação de emergência para facilitar a mobilização de recursos e as operações de resgate.
Foto: Reprodução Redes Sociais
Venezuela também sofreu dois grandes terremoto
Outro dos principais eventos sísmicos de 2026 ocorreu na Venezuela, em 24 de junho. O país foi atingido por dois terremotos, de magnitudes 7,2 e 7,5, com apenas 39 segundos de diferença. Os abalos provocaram grandes danos, principalmente na região de La Guaira e em Caracas.
O segundo terremoto foi considerado o mais forte registrado na Venezuela em mais de um século. O desastre deixou cerca de 5 mil mortos e mais de 16 mil feridos, além de milhares de pessoas desabrigadas.
Número de grandes terremotos é normal
Apesar da sequência de abalos de grande magnitude, especialistas não consideram que os dez terremotos registrados até agora representem uma anomalia na atividade sísmica mundial.
Os registros históricos indicam uma média de aproximadamente 16 terremotos de magnitude 7 ou superior por ano. Cerca de 15 deles costumam ficar entre 7,0 e 7,9, enquanto aproximadamente um chega a magnitude 8 ou mais.
O número pode variar bastante de um ano para outro. Em 2010, por exemplo, foram registrados 23 terremotos de magnitude 7 ou superior. Já 1989 teve apenas seis.
A quantidade de terremotos também pode parecer maior atualmente devido à evolução dos sistemas de monitoramento. Hoje existem mais equipamentos capazes de detectar os tremores e a informação chega ao público com muito mais rapidez.
Assim, embora dez terremotos de magnitude 7 ou mais até agosto chamem atenção, a sequência ainda está dentro do comportamento esperado da atividade sísmica global.
