BRASIL — A taxa de desemprego caiu para 5,3% no trimestre encerrado em julho, o menor percentual já registrado para esse período desde o início da série histórica da Pnad Contínua, em 2012. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
✅ Clique aqui para seguir o canal de notícias nacional do Rlagos Notícias no WhatsApp
No trimestre encerrado em abril, usado como base de comparação, a taxa estava em 5,8%. Com a queda, a população desempregada recuou 8% e chegou a 5,8 milhões de pessoas.
Na outra ponta, o número de brasileiros ocupados alcançou 103,3 milhões, renovando o recorde da série histórica.
O resultado de 5,3% também ficou em linha com a expectativa do mercado financeiro, cuja mediana das projeções apontava para o mesmo percentual.
A Pnad Contínua considera tanto trabalhadores do mercado formal, com carteira assinada ou CNPJ, quanto pessoas que atuam na informalidade.
Para entrar nas estatísticas como desempregada, uma pessoa com 14 anos ou mais precisa estar sem trabalho e procurando uma ocupação. Portanto, pessoas que não trabalham, mas também não estão buscando uma vaga, não entram no contingente de desempregados.
Comparação mostra recuo no trimestre
A taxa de desemprego havia atingido 5,4% no trimestre encerrado em junho. O IBGE, no entanto, evita comparar diretamente períodos consecutivos que compartilham meses da pesquisa.
Por isso, a comparação utilizada é com o trimestre terminado em abril, quando o índice estava em 5,8%.
Apesar dos números historicamente baixos, economistas já apontavam sinais de perda de ritmo do mercado de trabalho diante do cenário de juros elevados. Um dos indicadores observados é a estabilização da renda após um período de crescimento.
O que ajuda a explicar o desemprego baixo
Analistas relacionam o atual patamar do desemprego a uma combinação de fatores, entre eles o crescimento da atividade econômica nos últimos anos.
Mudanças demográficas também podem influenciar o indicador. Com o envelhecimento da população, parte dos brasileiros deixa o mercado de trabalho e para de procurar emprego. Como essas pessoas não são classificadas como desempregadas, há menor pressão sobre a taxa de desocupação.
Ao mesmo tempo, o envelhecimento traz outros desafios, como o aumento da demanda por aposentadorias e os impactos sobre o sistema previdenciário.
Outro fator apontado é o avanço de modalidades de trabalho ligadas à tecnologia. Estudo do FGV Ibre estimou que o trabalho por aplicativos teria potencial para reduzir a taxa de desemprego em cerca de um ponto percentual.
📲 Confira as últimas notícias do Rlagos Notícias
📲 Acompanhe o Rlagos no Facebook , Instagram , Twitter e Thread
