‘Chorou que nem bebê’: após ficar sem vaga no Republicanos, Cleitinho desiste de Minas e acusa mineradoras de pagarem para barrar candidatura

Redação
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MINAS GERAIS — O senador Cleitinho Azevedo anunciou, chorando, que não será candidato ao Governo de Minas Gerais nas eleições de 2026. A decisão foi divulgada nesta segunda-feira (3), após uma reunião com a direção nacional e estadual do Republicanos, em Brasília.

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Visivelmente abalado, Cleitinho afirmou que foi vítima de uma “covardia” e alegou que empresas do setor de mineração teriam atuado financeiramente para impedir sua candidatura ao governo mineiro.

“O que estão fazendo comigo é covardia. Eu sei que essas mineradoras estão pagando para eu não ser candidato”, disparou o senador.

Cleitinho, no entanto, não identificou quais seriam as empresas envolvidas nem apresentou documentos, registros bancários ou outros elementos capazes de comprovar a acusação. A declaração representa a versão apresentada por ele sobre os bastidores de sua retirada.

REPUBLICANOS ATRIBUI SAÍDA A QUESTÕES PESSOAIS

A versão divulgada oficialmente pelo Republicanos é diferente. Em uma publicação nas redes sociais, o partido informou que Cleitinho anunciou a decisão durante uma reunião com o presidente nacional da legenda, deputado federal Marcos Pereira, e com o presidente estadual em Minas Gerais, Euclydes Pettersen.

Segundo a direção partidária, o senador decidiu abandonar a disputa por causa de “questões pessoais que, neste momento, precisam de sua atenção”.

Marcos Pereira também afirmou que o Republicanos teria oferecido a Cleitinho a oportunidade de concorrer ao Governo de Minas, mas que o parlamentar tomou uma decisão pessoal.

Nos bastidores, porém, apoiadores do senador sustentam que a vaga prometida pelo partido não teria sido efetivamente garantida. A falta de uma confirmação firme da candidatura teria provocado o rompimento do projeto eleitoral.

ANÚNCIO EM LÁGRIMAS REPERCUTE NAS REDES

Cleitinho apareceu bastante emocionado durante o anúncio e pediu desculpas aos eleitores que esperavam vê-lo na disputa pelo Palácio Tiradentes.

O senador afirmou que o momento vivido por ele e pela família não é fácil. Em 18 de julho, o parlamentar perdeu o irmão Matheus Augusto Azevedo, que estava em tratamento contra uma leucemia.

Apesar do luto familiar ter sido citado como parte do contexto, as declarações feitas pelo próprio Cleitinho também revelam insatisfação com a condução política de sua candidatura.

O tom do anúncio provocou forte repercussão nas redes sociais. Enquanto apoiadores demonstraram solidariedade, outros cobraram explicações da direção do Republicanos e acusaram o partido de não cumprir compromissos assumidos com o senador.

ACUSAÇÃO CONTRA MINERADORAS EXIGE ESCLARECIMENTOS

A declaração de Cleitinho envolvendo mineradoras acrescentou um novo elemento à crise. O senador afirmou ter conhecimento de que empresas estariam pagando para impedir sua participação na eleição, mas não explicou quem teria recebido os valores ou como a suposta operação teria ocorrido.

Até o momento, não há confirmação oficial de que mineradoras tenham financiado qualquer movimentação contra a candidatura. Nenhuma empresa foi nominalmente citada pelo parlamentar nas informações divulgadas.

Para que a acusação avance além do discurso político, Cleitinho terá de apresentar provas às autoridades competentes. Caso contrário, as declarações permanecerão como uma alegação sem comprovação.

Também não foi informado se o senador pretende procurar o Ministério Público, a Polícia Federal ou a Justiça Eleitoral para formalizar uma denúncia sobre a suposta interferência empresarial.

SAÍDA ALTERA ELEIÇÃO EM MINAS

A retirada de Cleitinho modifica o cenário político em Minas Gerais. O senador era considerado um nome competitivo, especialmente por sua forte presença nas redes sociais e pela identificação com parte do eleitorado conservador.

Sem Cleitinho, o Republicanos terá de definir se lançará outro candidato, apoiará um nome de uma legenda aliada ou ficará fora da disputa direta pelo governo estadual.

O parlamentar também não anunciou se apoiará algum dos candidatos já colocados na eleição. Seu futuro político durante a campanha de 2026 permanece indefinido.

A crise ainda poderá provocar desgaste interno para o Republicanos, principalmente entre os apoiadores que acreditavam que a candidatura de Cleitinho já estava assegurada.

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