NOVA FRIBURGO — O cantor sertanejo Clodoaldo Queiroz de Oliveira, de 41 anos, conhecido como Gustavo e integrante da dupla Tony e Gustavo, começou a ser julgado nesta sexta-feira (28) pela morte da esposa, Karen Mancini, de 39 anos. O crime ocorreu em abril de 2024, na casa onde o casal vivia em Lumiar, distrito de Nova Friburgo, na Região Serrana.
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Segundo o laudo de necropsia, Karen apresentava mais de 120 lesões pelo corpo, cerca de 30 delas no rosto. A causa da morte foi apontada como hemorragia e traumatismo cranioencefálico provocado por ação contundente.
O Ministério Público sustenta que Karen foi vítima de feminicídio e afirma que o relacionamento era marcado por um histórico de violência doméstica, agressões físicas e psicológicas e controle da rotina e das finanças da vítima.
A irmã de Karen relatou ainda que ela havia conseguido uma medida protetiva contra o companheiro meses antes da morte. A acusação também cita depoimentos de vizinhos que teriam ouvido uma discussão no dia do crime.
Após a conclusão do laudo, a Justiça expediu um mandado de prisão contra o cantor. Dois dias depois da morte de Karen, ele foi localizado dentro de um ônibus que seguia em direção ao Rio de Janeiro e preso por policiais militares.
Defesa nega crime
A defesa de Gustavo nega que ele tenha matado Karen e contesta a investigação. Os advogados alegam, entre outros pontos, ausência de perícias de impressões digitais e DNA.
Em depoimento à polícia, o músico afirmou que havia sofrido um acidente de carro na noite anterior, ficou internado e, ao retornar para casa, encontrou Karen caída no quarto. Na época, ele levantou a hipótese de que a mulher tivesse sofrido uma convulsão.
Caberá ao Conselho de Sentença analisar as provas apresentadas pela acusação e pela defesa e decidir se o réu é culpado.
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