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Time mexicano dominou as ações da partida desde os minutos iniciais
Cidade do Médico -A Copa do Mundo de 2026 teve início nesta quinta-feira (11), com um jogo de abertura que não faltou emoção — e polêmica. No lendário Estádio Azteca, na Cidade do México, o México estreou como anfitrião com vitória por 2 a 0 sobre a África do Sul, mas quem também se destacou foi o trio de arbitragem brasileiro, comandado por Wilton Pereira Sampaio.
O árbitro goiano atuou com os assistentes Bruno Pires e Bruno Boschilia, formando uma equipe inteiramente brasileira na partida mais esperada do torneio. Esta foi a terceira participação de Wilton em Copas do Mundo — ele atuou como VAR em 2018, na Rússia, e como árbitro principal em 2022, no Catar.
Se o primeiro tempo foi tranquilo, o segundo foi uma tarde de decisões difíceis. Logo aos quatro minutos da etapa final, Wilton expulsou o volante sul-africano Sithole por impedir uma clara oportunidade de gol de Brian Gutiérrez na entrada da área. Mais tarde, aos 36 minutos, foi chamado pelo VAR para revisar um lance envolvendo Zwane e Alvarado. Após analisar as imagens no monitor, o árbitro decidiu expulsar o meio-campista da África do Sul por agressão ao atingir o rosto do adversário. Nos acréscimos, aos 46 minutos, mostrou cartão vermelho para o zagueiro mexicano Montes após falta em lance de mano a mano.
A expulsão do jogador mexicano gerou controvérsia entre comentaristas e especialistas. A entrada de Montes num atacante sul-africano próximo à área foi considerada por muitos como uma falta dura e perigosa, mas alguns analistas questionaram se a gravidade da infração justificava o vermelho direto — especialmente com o México atuando diante de sua torcida na abertura do Mundial.
Mesmo diante de um segundo tempo repleto de lances disciplinares, Wilton Pereira Sampaio manteve o controle da partida, sendo elogiado pela personalidade nas decisões e pelo uso correto do VAR.
O resultado final, 2 a 0 para o México, deu ao país anfitrião um início dos sonhos. Vale lembrar que o México havia tentado vencer um jogo de abertura de Copa cinco vezes anteriormente sem conseguir — registrando derrotas e empates desde 1930.
Desta vez, diante dos seus torcedores no Azteca lotado, a história foi diferente.
O Estádio Azteca, reformado especialmente para o Mundial, tornou-se o primeiro da história a sediar três Copas do Mundo — e estreou a edição de 2026 com um jogo que já entrou para os anais do torneio.
O Brasil, que ainda aguarda sua estreia na fase de grupos, já deixou sua marca no Mundial. Wilton Sampaio, Bruno Pires e Bruno Boschilia mostraram ao mundo a qualidade da arbitragem nacional — com firmeza, controle e protagonismo no palco mais importante do futebol.

