“Aumento de acidentes é alarmante”, diz porta-voz dos Bombeiros após tragédia com helicópteros no Recreio

Redação
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RIO DE JANEIRO — A tragédia envolvendo dois helicópteros no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, acendeu um alerta sobre o aumento de ocorrências aéreas na região da Barra da Tijuca e do Recreio. A colisão entre as aeronaves deixou seis pessoas mortas na manhã deste domingo (14).

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Durante coletiva no local do acidente, o porta-voz do Corpo de Bombeiros, tenente-coronel Fábio Contreiras, classificou o cenário como preocupante e afirmou que a corporação tem observado crescimento no número de ocorrências envolvendo aeronaves.

“A gente vem observando um aumento. Já atendemos várias ocorrências este ano, principalmente nessa região da Barra e do Recreio. A corporação está se preparando cada vez mais para atender esse aumento do fluxo de aeronaves. É um aumento alarmante”, afirmou o oficial.

A preocupação também é compartilhada por moradores da região. A aposentada Jeane Canivello, de 62 anos, contou que estava em casa quando ouviu a explosão provocada pela queda e relatou medo com a intensa movimentação de helicópteros no bairro.

“Aqui passa helicóptero o tempo todo. A gente até comenta em casa que poderia acontecer uma tragédia. Quando ouvi a explosão, achei que fosse um caminhão batendo dentro do condomínio. Depois vi a fumaça preta e soube que era o helicóptero. Isso poderia ter caído em um prédio cheio de moradores”, disse.

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Segundo Jeane Canivello, o tráfego de aeronaves aumentou nos últimos anos, principalmente em períodos de feriados e alta temporada.

“Passa um helicóptero atrás do outro. Ontem mesmo vimos dois voando muito próximos. A situação está complicada para quem mora aqui. Fatalmente isso pode acontecer de novo se nada for feito”, alertou.

Além da colisão, o acidente gerou uma operação complexa de combate às chamas. Uma das aeronaves caiu sobre o pátio de uma concessionária de veículos elétricos na Avenida das Américas, próximo à estação Gilka Machado do BRT, o que aumentou a intensidade do incêndio.

De acordo com o tenente-coronel Fábio Contreiras, as baterias dos veículos elétricos exigiram um esforço maior das equipes.

Mapa mostra onde helicópteros caíram — Foto: Infografia: Rlagos Notícias

“Os veículos elétricos possuem baterias de íons de lítio, que liberam uma quantidade muito grande de calor e gases tóxicos. Utilizamos de três a quatro vezes mais água do que seria necessário em um incêndio comum”, explicou.

Ao todo, cerca de 50 bombeiros e 15 viaturas foram mobilizados para a ocorrência. Segundo a corporação, 15 carros foram destruídos pelo fogo e outros cinco ficaram danificados.

Houve ainda preocupação para impedir que as chamas atingissem um condomínio residencial e uma área de vegetação próximos ao local da queda.

A colisão aconteceu por volta das 9h, na Avenida das Américas. Uma das aeronaves caiu em chamas sobre a concessionária, enquanto a outra foi localizada a cerca de 100 metros de distância.

No primeiro helicóptero estavam o piloto Alexandre Souza e os passageiros Lucas Brito Chaves, Nickel Oliver Tree, Lucas Vignale e Gaspar Prim. Na outra aeronave estava apenas o piloto Charles Marsillac.

As causas da colisão ainda são desconhecidas. O caso é investigado pela 42ª DP (Recreio dos Bandeirantes) e pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), da Força Aérea Brasileira.

A BYD lamentou o acidente e informou que acompanha a situação, presta apoio no local por meio da concessionária e permanece à disposição das autoridades competentes.

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