COMENDADOR LEVY GASPARIAN – Tem um velho ditado que costuma aparecer justamente quando a política resolve pregar suas peças: quem quer comer muito pode acabar não comendo nada. Em Levy Gasparian, alguns vereadores talvez estejam começando a entender o significado da frase depois de apostarem suas fichas políticas na candidatura de João Drumond (PRD) a deputado estadual.
📲Informação é aqui – Siga o RLagos Notícias no Instagram e acompanhe as principais notícias da Região dos Lagos e do Rio de Janeiro em tempo real.
O TRE-RJ rejeitou novamente um recurso de Drumond e manteve o indeferimento de seu registro. A defesa ainda pretende recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), portanto a história judicial não terminou. Mas, enquanto Brasília não decide, os vereadores de Levy que embarcaram nessa candidatura seguem, politicamente, esperando o barco voltar ao cais.
E o detalhe é justamente esse: havia outros caminhos.
Quiseram caminhar por conta própria
Parte desse grupo poderia ter seguido a candidatura estadual apoiada pelo prefeito Cláudio Mannarino, fortalecendo uma composição política dentro da própria cidade. Preferiu, porém, construir outro caminho e apostar em João Drumond.
Era uma escolha política legítima. O problema é que política também cobra o preço das escolhas.
Os vereadores buscaram uma candidatura para chamar de sua, fizeram a aposta e agora assistem ao candidato escolhido enfrentar, mais uma vez, uma decisão desfavorável no TRE-RJ.
Traduzindo para o popular: largaram o certo para apostar no duvidoso e, até aqui, o duvidoso continua duvidoso.
E agora, vereadores?
A pergunta que começa a circular é simples: se João Drumond não conseguir reverter sua situação no TSE, com quem esse grupo vai chegar depois da eleição para buscar representação na Alerj?
Porque deputado estadual não serve apenas para aparecer em fotografia de campanha. Para uma cidade pequena, uma relação política com a Alerj pode significar interlocução na busca por recursos, projetos e demandas do município.
E foi justamente aí que os vereadores resolveram jogar suas próprias fichas.
Se tivessem escolhido caminhar com o candidato apoiado pelo prefeito, poderiam estar hoje inseridos em outra articulação. Preferiram independência. Agora precisam torcer para que a aposta feita sobreviva à Justiça Eleitoral.
É quase aquela velha cena do sujeito que vê dois barcos no porto, acha que consegue navegar sozinho e, quando percebe, um barco partiu e o outro ainda está tentando conseguir autorização para sair.
O TRE não comprou o argumento
No recurso apresentado, a defesa de João Drumond sustentou que ele teria sido responsabilizado por fatos relacionados a terceiros e apontou contradições e omissões na decisão anterior.
O colegiado, entretanto, não acolheu os argumentos e manteve o indeferimento.
O Tribunal também ressaltou que a decisão não foi tomada simplesmente porque João Drumond é neto de Luizinho Drumond, conhecido historicamente pela ligação com o jogo do bicho. Segundo o entendimento mantido pelo TRE-RJ, foram considerados elementos atribuídos ao próprio candidato no âmbito das investigações analisadas pela Justiça Eleitoral.
Isso não significa uma condenação criminal de João Drumond. E também é importante registrar que a defesa ainda pode buscar no TSE a reversão da decisão.
Enquanto isso, em Levy Gasparian, resta aos vereadores que apostaram nessa candidatura acompanhar os próximos capítulos.
Talvez dê certo no final. Talvez o TSE mude o cenário. Mas, até lá, politicamente, a turma continua no cais olhando para o horizonte.
E o velho ditado segue ali, só esperando o desfecho:
quem quer comer muito pode acabar não comendo nada.
📲 Confira as últimas notícias do Rlagos Notícias
📲 Acompanhe o Rlagos no Facebook , Instagram , Twitter e Thread
