Anthony Garotinho já foi preso e virou alvo de acusações de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa; agora quer ser candidato ao Governo do Rio novamente

Redação
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RIO DE JANEIRO — O ex-governador Anthony Garotinho voltou a disparar críticas contra adversários políticos e a se apresentar como uma das principais vozes de combate aos problemas do Estado do Rio de Janeiro. No entanto, o passado do ex-chefe do Executivo fluminense é marcado por operações policiais, prisões e investigações envolvendo suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

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Em 2016, Garotinho foi preso na Operação Chequinho, da Polícia Federal, acusado de participação em um esquema de compra de votos em Campos dos Goytacazes por meio do programa Cheque Cidadão. O caso teve grande repercussão e resultou em condenação na esfera eleitoral, posteriormente anulada pelo STF por questões relacionadas à legalidade das provas.

No ano seguinte, em 2017, o ex-governador voltou a ser alvo da Polícia Federal durante a Operação Caixa D’Água, que investigava suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa relacionadas a recursos de campanha. A operação também atingiu a ex-governadora Rosinha Garotinho.

Ao longo dos anos, Anthony Garotinho enfrentou diversas ações judiciais e esteve no centro de investigações que abalaram sua trajetória política. Mesmo assim, segue tentando ocupar espaço no cenário estadual e agora volta a ser citado como possível nome na disputa pelo Governo do Rio.

Para críticos, a movimentação é vista como uma contradição política. O mesmo ex-governador que hoje aponta erros de adversários carrega um histórico de prisões, acusações e episódios que marcaram negativamente sua passagem pela vida pública.

Em 2026, a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal manteve a anulação da condenação de Garotinho no âmbito da Operação Chequinho, após entender que houve irregularidades na obtenção das provas. A decisão afastou os efeitos daquela condenação, mas não apagou o peso político do caso em sua trajetória.

Nos bastidores, adversários questionam como um ex-governador cercado por escândalos tenta voltar ao centro do poder justamente em um estado que ainda paga o preço de sucessivas crises políticas, administrativas e judiciais.

A possível volta de Garotinho à disputa pelo Palácio Guanabara reacende lembranças de um período marcado por acusações pesadas e por investigações que colocaram seu nome no centro de algumas das maiores polêmicas da política fluminense.

O discurso de combate aos adversários, portanto, esbarra no próprio passado. Antes de mirar os outros, Anthony Garotinho terá que enfrentar novamente a memória política de um eleitorado que acompanhou suas prisões, suas denúncias e seus processos.

A tentativa de retorno ao governo estadual também levanta uma pergunta incômoda no tabuleiro político do Rio de Janeiro: até que ponto um nome marcado por tantos episódios judiciais consegue se apresentar como solução para os problemas do estado?

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