AMIGO DO PEITO: Após decisões do TRE-RJ contra ataques a Douglas Ruas, internet resgata imagens de Eduardo Paes com Cláudio Castro

Redação
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RIO DE JANEIRO — A disputa pelo Governo do Estado do Rio ganhou um novo capítulo nas redes sociais após decisões da Justiça Eleitoral envolvendo conteúdos publicados contra Douglas Ruas (PL). Vídeos e fotografias antigas de Eduardo Paes (PSD) ao lado do ex-governador Cláudio Castro (PL) voltaram a circular e passaram a ser explorados politicamente por adversários do candidato do PSD.

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O movimento ocorre depois de decisões do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) que atingiram conteúdos usados na campanha contra Douglas Ruas. Em uma delas, a Justiça determinou a retirada de publicações feitas por cinco aliados de Paes que relacionavam Douglas ao Comando Vermelho e a esquemas de corrupção, diante da ausência de elementos suficientes para sustentar as imputações naquele momento.

Em outro episódio, anúncios digitais relacionados à campanha de Paes também foram alvo de decisão judicial, com determinação para interrupção do impulsionamento de peças questionadas.

As decisões são utilizadas agora pela campanha e por apoiadores de Douglas para reagir à estratégia de associá-lo politicamente ao grupo que comandou o Governo do Estado.

Imagens de Paes e Castro voltam a circular

Depois das decisões judiciais, registros antigos mostrando Eduardo Paes e Cláudio Castro juntos em eventos ganharam nova repercussão nas redes sociais. Uma publicação desta semana registrou justamente a retomada da circulação de um desses vídeos após uma decisão do TRE-RJ sobre propagandas contra Douglas.

As imagens passaram a ser usadas por apoiadores de Douglas para questionar o discurso adotado contra o candidato do PL.

Os registros, porém, precisam ser colocados em contexto: aparecer ao lado de outro político em eventos públicos ou sociais não comprova, isoladamente, amizade, aliança eleitoral ou participação conjunta em atos atribuídos ao governo do outro.

O que as imagens demonstram é que Paes e Castro estiveram juntos em determinados momentos.

Relação com Castro virou tema da eleição

A ligação política de Douglas Ruas com o antigo governo de Cláudio Castro não é apenas uma construção da campanha adversária.

Douglas foi secretário estadual das Cidades durante aproximadamente três anos na administração Castro e sua candidatura ao Governo do Rio foi definida pelo PL após articulações que envolveram, entre outros nomes, o próprio ex-governador e Flávio Bolsonaro.

O próprio Douglas, ao ser questionado recentemente sobre Castro, classificou a relação entre os dois como “política e institucional” e defendeu que relações políticas não devem ser confundidas com responsabilidades individuais.

Ao mesmo tempo, Douglas também passou a explorar as relações políticas de Paes com integrantes do antigo grupo estadual. Em agosto, afirmou que pessoas ligadas ao secretariado do ex-governador estariam apoiando a candidatura do adversário.

Justiça vira novo campo da disputa

A guerra eleitoral entre Paes e Douglas ultrapassou os programas de televisão, eventos de campanha e redes sociais e chegou definitivamente à Justiça Eleitoral.

O TRE-RJ já precisou analisar diferentes publicações envolvendo os dois lados.

Em abril, por exemplo, a própria Justiça Eleitoral determinou que Paes retirasse duas publicações críticas a Cláudio Castro e seus aliados, em uma ação apresentada pelo PL.

Mais recentemente, conteúdos que vinculavam Douglas a organizações criminosas também foram parar no Tribunal.

Por isso, é importante diferenciar crítica política de acusação apresentada como fato. É justamente essa fronteira que vem sendo discutida nos processos eleitorais envolvendo as campanhas.

Fotos não encerram debate sobre alianças

Politicamente, o retorno das imagens de Paes com Castro fornece material para a campanha adversária construir uma reação aos ataques.

Juridicamente, entretanto, os registros não demonstram que Paes seja responsável pelos atos do antigo governo, da mesma maneira que uma fotografia isolada não é suficiente para atribuir responsabilidade criminal ou administrativa a qualquer político.

A discussão central passa a ser outra: quais relações políticas efetivamente existiram, quais continuam existindo e quais acusações podem ser comprovadas.

Com a campanha entrando em uma fase mais intensa, a expectativa é de que esse confronto continue tanto nas redes quanto no TRE-RJ.

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