SÃO JOSÉ DE UBÁ — Uma denúncia encaminhada com pedido de apuração pela Polícia Federal e pelo Ministério Público levanta suspeitas sobre a compra de uma casa e de uma propriedade rural na região de São José de Ubá, no Noroeste Fluminense.
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Segundo o relato, um dos imóveis estaria localizado no bairro Barro Branco. A denúncia também menciona uma fazenda situada entre municípios da região, mas não apresenta endereço completo, matrícula imobiliária, escritura, contrato de compra e venda ou comprovante de pagamento.
O denunciante afirma que as propriedades teriam sido adquiridas por Waguinho, com suposto pagamento em dinheiro vivo. Até o momento, porém, não foram apresentados documentos públicos capazes de confirmar a compra, o valor negociado ou a origem dos recursos.

A denúncia cita ainda Leandro Broz, pré candidato a deputado estadual apontado no relato como possível operador financeiro ligado a Waguinho durante o período em que ele esteve à frente da Prefeitura de Belford Roxo.
O mesmo relato afirma que Leandro Broz teria mantido relações financeiras com o ex-governador Anthony Garotinho e que atualmente teria atuação ligada ao Porto do Rio. Essas informações também não estão acompanhadas de documentos comprobatórios e precisam ser verificadas pelas autoridades competentes.
Compra em dinheiro vivo precisa ser esclarecida
A utilização de dinheiro em espécie na compra de um imóvel não comprova, por si só, a existência de um crime. No entanto, operações de alto valor realizadas dessa forma podem exigir esclarecimentos sobre a origem dos recursos, a declaração às autoridades fiscais e o registro correto da negociação.
Uma eventual investigação deverá identificar os proprietários formais dos imóveis, as datas das aquisições, os valores registrados nas escrituras e as pessoas que participaram das negociações.
Também seria necessário verificar se os valores foram declarados à Receita Federal, se houve pagamento dos impostos obrigatórios e se existe compatibilidade entre os bens adquiridos e os rendimentos declarados pelos envolvidos.

Documentos são fundamentais
Para que a denúncia avance, será necessária a apresentação de elementos como matrículas dos imóveis, escrituras, recibos, contratos, registros bancários, fotografias, mensagens e depoimentos de testemunhas.
Sem esses documentos, as informações permanecem no campo das alegações e não podem ser tratadas como fatos comprovados.
A apuração também deverá esclarecer se os imóveis estão registrados diretamente em nome das pessoas citadas, de familiares, empresas ou terceiros.

Crítica ao silêncio de aliados
O denunciante também questiona a postura de Anthony Garotinho, afirmando que o ex-governador costuma fazer acusações contra adversários políticos, mas não teria comentado as suspeitas envolvendo pessoas próximas ao seu grupo.
A crítica representa a opinião de quem apresentou o relato e não comprova que Garotinho tenha conhecimento das supostas negociações ou participação nelas.
Anthony Garotinho fala alto quando o alvo são adversários e outros políticos do Rio de Janeiro, mas permanece em silêncio quando as suspeitas envolvem pessoas próximas ao seu grupo. Para atacar os outros, age como leão; quando o assunto chega aos aliados, vira um gatinho e protege os amigos. Segundo o relato apresentado, Leandro Broz teria atuado como operador financeiro de Waguinho durante o período da Prefeitura e, atualmente, exerceria função semelhante no Porto do Rio. As alegações ainda precisam ser comprovadas e apuradas pelas autoridades.
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