RIO DE JANEIRO — O candidato a deputado estadual Marco Antônio Cabral (Cidadania) endureceu o discurso sobre segurança pública e colocou o enfrentamento ao tráfico e à milícia entre as principais bandeiras de sua campanha para a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj).
📲Informação é aqui – Siga o RLagos Notícias no Instagram e acompanhe as principais notícias da Região dos Lagos e do Rio de Janeiro em tempo real.
Em um vídeo publicado nas redes sociais, o candidato apresenta uma dramatização de situações enfrentadas por moradores e comerciantes em áreas onde o poder paralelo exerce influência. A peça mostra personagens discutindo cobranças de dinheiro e a dificuldade de pequenos comerciantes que convivem diariamente com esse tipo de pressão.
Em uma das cenas, um homem recebe o aviso: “Mandaram avisar que hoje é o dia.” O comerciante responde que o movimento está fraco. Em outro momento, um personagem questiona se o pagamento poderia ficar para o dia seguinte e afirma: “Tá fraco, não dá pra tá dando dinheiro todo dia.”
A campanha utiliza as cenas para chamar atenção para um problema que, segundo Marco Antônio Cabral, vai muito além das estatísticas de violência: a perda da liberdade de moradores que vivem em territórios submetidos às regras impostas por organizações criminosas.
“Infelizmente, milhões de pessoas no Rio não vivem com independência. Vivem sufocadas pelo poder paralelo do tráfico e da milícia em seus territórios. Ninguém aguenta mais isso!”, afirmou o candidato na publicação.
A mensagem é direta e reforça uma das discussões mais sensíveis da segurança pública fluminense: a existência de regiões onde grupos criminosos interferem na rotina da população, no comércio, na circulação de moradores e na prestação de serviços.
No vídeo, Marco Antônio Cabral aparece afirmando que uma situação como a retratada “não deveria fazer parte da rotina” da população.
Ao levar o assunto para a campanha eleitoral, o candidato tenta transformar o combate ao domínio territorial do crime em uma de suas principais pautas para chegar à Alerj.
Marco Antônio Cabral sustenta que não basta enfrentar crimes isoladamente. O discurso apresentado por sua campanha aponta para a necessidade de recuperar territórios, restabelecer a presença do Estado e devolver aos moradores o direito de circular, trabalhar e manter seus negócios sem submissão ao poder paralelo.
A publicação provocou manifestações de apoio nas redes sociais. Entre os comentários, seguidores defenderam uma atuação mais firme do poder público e lembraram momentos anteriores da política de segurança do Rio em que forças policiais realizaram operações de ocupação em grandes comunidades.
Um dos comentários recordou a entrada das forças de segurança no Complexo do Alemão e classificou a retomada de territórios como necessária para recuperar a sensação de segurança no estado.
As manifestações dos seguidores representam opiniões individuais, mas mostram que o tema escolhido pela campanha encontra repercussão entre eleitores preocupados com a expansão da criminalidade.
Com o número 77333, Marco Antônio Cabral tenta construir sua candidatura tendo a segurança como um dos assuntos centrais.
A estratégia também busca colocar no debate eleitoral não apenas índices de roubos e homicídios, mas o impacto diário causado pelo domínio territorial de organizações criminosas sobre moradores e comerciantes.
Para o candidato, a discussão passa pelo direito mais básico de quem vive nessas regiões: não precisar pedir autorização, pagar cobranças impostas por criminosos ou adaptar a própria rotina às determinações de grupos armados.
A publicação indica que Marco Antônio Cabral pretende levar esse discurso para a reta da campanha e defender na Alerj medidas voltadas ao fortalecimento da presença do Estado e ao enfrentamento do poder paralelo.
📲 Confira as últimas notícias do Rlagos Notícias
📲 Acompanhe o Rlagos no Facebook , Instagram , Twitter e Thread
