VÍDEO: Uma semana antes de ser morto a tiros, Sandrinho denunciou “perseguições políticas” e fez duro discurso na Câmara de Tanguá

Redação
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TANGUÁ — Uma semana antes de ser assassinado a tiros em Tanguá, o vereador Alexsandro Gusmão Duarte, o Sandrinho Oficina do Som (PP), subiu à tribuna da Câmara Municipal e fez um duro pronunciamento no qual afirmou estar enfrentando o que classificava como “perseguições políticas”.

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O discurso aconteceu na sessão do dia 13 de agosto e foi posteriormente publicado nas redes sociais do próprio parlamentar. Na noite de quinta-feira (20), exatamente uma semana depois, Sandrinho foi atacado a tiros e morreu após ser socorrido.

Durante a manifestação na Câmara, o vereador falou sobre dificuldades que, segundo ele, vinham sendo impostas às ações sociais promovidas por seu mandato. Um dos episódios mencionados envolvia tentativas de impedir a realização de um Festival de Pipa destinado às crianças do município.

Sandrinho dizia considerar que estava sendo perseguido politicamente por causa de sua atuação.

Por conta das ações sociais que venho realizando em benefício da nossa população, tenho percebido o que considero serem perseguições políticas”, escreveu o vereador ao divulgar o vídeo do pronunciamento.

Na tribuna, Sandrinho também adotou um tom mais duro ao falar sobre os embates políticos que enfrentava. Segundo o vídeo relatado pelo parlamentar, ele chegou a mandar um recado aos adversários: “Se vier para cima de mim, vai tomar aqui. É assim, toma lá, dá cá.”

O vereador afirmou que não desistiria dos projetos que vinha desenvolvendo e destacou especialmente iniciativas voltadas às crianças e famílias de Tanguá.

Nenhuma dificuldade vai me fazer desistir de lutar por projetos que promovam segurança, lazer e esperança para quem mais precisa”, afirmou na publicação.

Sandrinho exercia seu primeiro mandato e vinha se destacando como uma das vozes de oposição na Câmara Municipal. Ele fazia cobranças frequentes à administração municipal e levantava questionamentos sobre diferentes problemas e situações que considerava irregulares na cidade.

Ele havia sido o segundo vereador mais votado de Tanguá nas eleições de 2024, quando conquistou 710 votos.

Na noite de quinta-feira, Sandrinho estava em um estabelecimento no Centro da cidade quando foi surpreendido pelo ataque. Testemunhas relataram que ocupantes de um veículo efetuaram os disparos.

O parlamentar chegou a ser levado para a UPA de Rio Bonito, mas não resistiu.

Agora, o discurso feito apenas sete dias antes do assassinato passa a integrar o contexto político que antecedeu a morte do vereador. A existência das declarações, entretanto, não comprova que o crime tenha sido motivado por disputas políticas.

Até o momento, não há confirmação de quem ordenou ou executou o ataque, nem de qual teria sido a motivação.

A Polícia Civil investiga o assassinato e deverá analisar depoimentos, câmeras de segurança, movimentações anteriores ao crime e informações sobre possíveis conflitos ou ameaças enfrentadas pelo parlamentar.

A investigação também poderá verificar se as declarações sobre perseguição feitas por Sandrinho possuem alguma relação com o homicídio ou se o crime teve outra motivação.

O caso provoca ainda mais repercussão justamente pelo intervalo de apenas uma semana entre o pronunciamento público e o assassinato de um vereador que vinha assumindo uma postura cada vez mais crítica na política municipal.

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