Especialista explica por que ‘baleia’ resgatada em Cabo Frio voltou a encalhar antes de morrer

Redação
3 Leitura mínima

CABO FRIO – A morte da cachalote-pigmeu resgatada em Cabo Frio continua repercutindo nas redes sociais. O biólogo e influenciador Biomesquita publicou um vídeo comentando o fato e esclarecendo dúvidas sobre a espécie, que chegou a ser confundida por internautas com um tubarão e até com um filhote de baleia.

A fêmea, que media cerca de três metros de comprimento e pesava aproximadamente 350 quilos, morreu nesta sexta (24), dois dias após ser transferida para o Centro de Reabilitação e Despetrolização do Instituto Albatroz, em Araruama.

 Clique aqui para seguir o canal de notícias nacional do Rlagos Notícias no WhatsApp

Segundo o especialista, os sucessivos encalhes indicavam que o animal já apresentava algum problema antes mesmo do resgate.

“Ela ficou uma semana inteira encalhando e voltando para o mar. Isso quer dizer que tinha alguma coisa muito errada com ela”, explica. Veja o vídeo:

De acordo com ele, ainda é cedo para apontar a causa da morte. Entre as hipóteses estão uma doença pré-existente ou algum trauma que tenha deixado o animal desorientado, como uma colisão com embarcação.

A confirmação, porém, dependerá da necropsia e dos exames complementares realizados pelos especialistas.

No vídeo, Biomesquita também esclarece uma dúvida que tomou conta das redes sociais durante o resgate. Apesar de muita gente ter identificado o animal como um tubarão ou uma baleia, tratava-se de uma cachalote-pigmeu (Kogia breviceps), um pequeno cetáceo que pode medir quase quatro metros de comprimento e pesar mais de 400 quilos. Embora seja popularmente chamada de baleia, a espécie pertence ao grupo dos odontocetos, o mesmo dos golfinhos e das orcas.

Antes de morrer, a cachalote havia encalhado diversas vezes na Praia do Forte, em Cabo Frio, mobilizando bombeiros, veterinários e equipes do Grupo de Estudos de Mamíferos Marinhos da Região dos Lagos (GEMM-Lagos). No momento do resgate, os veterinários constataram que ela apresentava hipoglicemia, mordidas recentes atribuídas a um tubarão-charuto (Isistius brasiliensis) e lesões provocadas pelo atrito com a areia.

Em nota, o Instituto Albatroz informou que a causa da morte ainda não foi determinada. O corpo passará por necropsia e exames complementares, cujos resultados deverão indicar o que levou o animal a morrer após sucessivos encalhes.

Biomesquita é o nome utilizado nas redes sociais pelo biólogo e educador Matheus Silva Mesquita, de 27 anos. Natural de Nova Iguaçu, ele reúne mais de 10 milhões de seguidores produzindo conteúdos sobre biodiversidade, fauna e meio ambiente, principalmente em vídeos em que explica fenômenos naturais e identifica espécies que viralizam na internet.

📲 Confira as últimas notícias do Rlagos Notícias
📲 Acompanhe o Rlagos no FacebookInstagramTwitter e Thread

Compartilhe este artigo
Deixe um comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

plugins premium WordPress