Emendas milionárias aproximam aliados de Eduardo Paes de ONG investigada pela PF por desvio de recursos

Redação
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RIO DE JANEIRO — O Portal RLagos Notícias revelou, ao longo desta semana, que integrantes do grupo político do ex-prefeito do Rio de Janeiro Eduardo Paes (PSD) aparecem entre os principais responsáveis por repasses milionários ao Instituto Carioca de Atividades (ICA), uma das ONGs investigadas pela Polícia Federal na Operação Emendatio.

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A investigação apura um suposto esquema de desvio de recursos públicos oriundos de emendas parlamentares, com uso de organizações sociais para movimentação de verbas e pagamentos considerados suspeitos.

Entre os nomes que aparecem ligados aos repasses está o deputado federal Pedro Paulo (PSD), um dos principais aliados políticos de Eduardo Paes. Segundo as informações reveladas, ele destinou quase R$ 20 milhões em emendas ao Instituto Carioca de Atividades.

A ONG também teria recebido R$ 4 milhões indicados por Chiquinho Brazão, ex-deputado federal e ex-secretário da Prefeitura do Rio. Chiquinho é um dos alvos da operação da Polícia Federal, que também mira o irmão dele, Domingos Brazão.

Outro nome citado é o do ex-presidente da Câmara dos Deputados Rodrigo Maia (PSDB), que destinou cerca de R$ 8 milhões em emendas ao instituto.

A deputada federal Laura Carneiro (PSD) também aparece no contexto dos repasses, com atuação na articulação de verbas de comissões.

Além das emendas parlamentares, o ICA firmou contrato de R$ 26,5 milhões com a Secretaria Municipal de Cidadania e Família do Rio de Janeiro para implantação do Projeto Atitude Cidadã.

A pasta é comandada por Otoni de Paula Filho, filho do deputado federal Otoni de Paula (PSD).

A mesma secretaria também contratou o Centro de Pesquisas e de Ações Sociais e Culturais (CPASC), outra ONG investigada, por R$ 28,7 milhões.

Somados, os contratos com as duas entidades chegam a R$ 55,2 milhões.

A Operação Emendatio cumpriu mandados contra os irmãos Domingos Brazão e Chiquinho Brazão. A apuração busca identificar se ONGs foram utilizadas para desviar recursos públicos por meio de repasses de emendas parlamentares e pagamentos indevidos.

Durante a operação, a Polícia Federal cumpriu dois mandados de prisão. Entre os presos está o empresário Raphael da Silva Gonçalves, apontado como ligado ao Instituto Carioca de Atividades.

O caso coloca no centro das apurações uma rede de entidades que recebeu recursos milionários por meio de emendas e contratos públicos, envolvendo nomes com forte influência política no Rio de Janeiro.

Apesar das ligações políticas dos doadores com o grupo de Eduardo Paes, não há informação de que o ex-prefeito seja alvo da operação. O ponto central da investigação, neste momento, é o caminho do dinheiro público repassado às ONGs e a suspeita de desvio de recursos.

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