Agora é oficial! Ônibus do Rio deixam de aceitar dinheiro neste domingo (28)

Redação
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Agora é oficial! A partir deste domingo (28), os passageiros das linhas de ônibus municipais da cidade do Rio de Janeiro não poderão mais utilizar dinheiro em espécie para pagar as passagens dentro dos coletivos. O acesso aos transportes passa a ser feito de forma exclusivamente eletrônica.

A mudança ocorre após uma decisão judicial que validou a legalidade da medida proposta pela Prefeitura do Rio, exigindo apenas a ampliação do prazo de transição operacional. O cronograma oficial foi detalhado pela administração municipal em coletiva de imprensa no Centro de Operações e Resiliência (COR).

A transição para o formato digital não deve impactar a maioria dos usuários: dados da prefeitura apontam que cerca de 95% das passagens municipais já eram pagas por meios eletrônicos antes da nova regra entrar em vigor.
Com a virada do sistema, o cartão Jaé assume em definitivo a centralização das modalidades de pagamento do transporte municipal. Entre as principais atualizações operacionais estão:

Novas formas de pagamento: Os validadores dos ônibus agora contam com suporte para pagamento instantâneo via PIX. Além disso, o pagamento por aproximação com cartões de débito e crédito, que iniciou testes em 15 de junho, segue em expansão gradativa.


Fim de integrações antigas: A partir deste domingo, deixa de funcionar a integração tarifária do cartão avulso (da cor verde) com as vantagens do Bilhete Único Carioca (BUC) e do Bilhete Único Margaridas (BUM).
Os objetivos da medida

A gestão municipal defende que a retirada do dinheiro físico do interior dos coletivos soluciona gargalos históricos do transporte público na capital. Os quatro pilares que justificam a mudança são:

Segurança: Redução expressiva no risco de assaltos a coletivos pela ausência de cofres com cédulas e moedas.


Agilidade: Embarque mais rápido dos passageiros nos pontos, diminuindo o tempo de viagem.


Fim da dupla função: Extinção definitiva da obrigação dos motoristas de dirigir e cobrar passagens simultaneamente.


Transparência: Maior controle de dados para a auditoria dos subsídios públicos repassados às empresas de ônibus.
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