80% dos servidores eram fantasmas em secretarias do governo Castro, mostra auditoria

Redação
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Uma fiscalização inédita realizada feita pela Controladoria Geral do Estado (CGE) em conjunto com o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) a pedido de Ricardo Couto, revelou um esquema massivo de funcionários “fantasmas” na estrutura do Governo do Rio de Janeiro. Segundo o relatório impressionantes 80% dos cargos comissionados na Secretaria de Trabalho e Renda eram ocupados por pessoas que recebiam sem trabalhar.

O prejuízo estimado aos cofres públicos é de R$ 16,7 milhões por mês. Até o momento, o pente-fino analisou 20 dos 78 órgãos estaduais, indicando que o problema crônico se alastra por diversas pastas do governo.
O documento aponta que, nas pastas de Esporte, Turismo e Trabalho, a média era de três funcionários faltosos para cada servidor de fato ativo. O levantamento detalha o índice de ausências em outros setores estratégicos:

Acima de 50% de funcionários fantasmas: Agricultura, Casa Civil e Ciência e Tecnologia.
Cerca de 40% de funcionários fantasmas: Saúde e Desenvolvimento Social.
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A divulgação do relatório coincide com uma forte reestruturação promovida pelo governador interino, o desembargador Ricardo Couto. Desde que assumiu o comando do Executivo fluminense em março de 2026, Couto já exonerou mais de 4 mil servidores comissionados. O plano da gestão interina é fechar o ano com 6 mil cortes, gerando uma economia prevista de R$ 230 milhões.

Couto, que é presidente do Tribunal de Justiça do Rio, ocupa a cadeira de governador temporariamente. O estado aguarda uma definição do Supremo Tribunal Federal (STF) — cujo julgamento está parado esperando o voto de vista do ministro Flávio Dino — para decidir os rumos da eleição que definirá o sucessor definitivo após o afastamento de Cláudio Castro.


O outro lado: Em nota, o ex-governador Cláudio Castro contestou as conclusões do relatório, classificando-as como contraditórias, e argumentou que alguns dos secretários que comandavam as pastas citadas continuam em seus cargos na atual gestão. Castro afirmou que o controle e a fiscalização da frequência dos funcionários são obrigações diretas de cada secretário, defendeu que as demissões em massa fazem parte da transição política e pediu responsabilidade na apuração individualizada de eventuais irregularidades.
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