RIO DE JANEIRO — O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou, nesta sexta-feira (18), no Rio, um plano integrado de segurança que prevê ações para retomada de territórios sob domínio do crime organizado. A proposta reúne forças ligadas aos governos federal, estadual e municipal e terá o estado como experiência inicial de um modelo que poderá ser levado a outras regiões do país.
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O anúncio ocorreu durante uma agenda no Complexo da Polícia Rodoviária Federal (PRF), em Irajá, na Zona Norte do Rio. Lula esteve acompanhado do prefeito Eduardo Cavaliere e do governador em exercício, desembargador Ricardo Couto.
Um dos eixos da estratégia será atingir a logística e a mobilidade das organizações criminosas, principalmente nos corredores utilizados para transporte de drogas, armas e cargas roubadas. Na véspera, o Ministério da Justiça e Segurança Pública informou que forças federais e estaduais avançaram na elaboração de planos operacionais conjuntos para corredores logísticos considerados estratégicos no Rio.
Durante o evento, Lula classificou o Rio como uma espécie de “plano-piloto” para a integração das forças de segurança e afirmou que a experiência pretende aumentar a presença do poder público em áreas afetadas pelo crime organizado.
“Considero esse aqui um plano piloto, uma experiência das polícias para trabalharem juntas com o objetivo de dar tranquilidade ao povo que mora na periferia. Se der certo no Rio, vai dar certo em qualquer lugar”, afirmou o presidente.
Foco na logística das facções
A estratégia ocorre em meio a operações que buscam interromper rotas de abastecimento de grupos criminosos. No último sábado (12), por exemplo, uma ação conjunta da Polícia Federal e da PRF interceptou na Via Dutra um carregamento com 11 fuzis e uma submetralhadora. Segundo a PF, as investigações preliminares apontaram que as armas tinham como destino áreas controladas por facções no Rio.
A apreensão ocorreu no âmbito da Força-Tarefa Missão Redentor II, que tem entre seus objetivos atingir as rotas de entrada de armamento pesado no território fluminense.
Na agenda desta sexta, Lula também defendeu o fortalecimento da atuação conjunta entre diferentes níveis de governo no enfrentamento às organizações criminosas.
O Ministério da Justiça já havia informado que a nova fase dessa integração prevê a elaboração de Planos Operacionais Integrados (POIs) e atuação coordenada das forças de segurança em áreas consideradas prioritárias.
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