BAIXADA — O candidato ao governo do estado Eduardo Paes (PSD) apresentou, nesta segunda-feira (14/09), propostas estruturais voltadas para a mobilidade urbana e a criação de áreas de lazer na Baixada Fluminense. Durante agenda no aeroclube iguaçuano, acompanhado pelo candidato ao Senado Pedro Paulo (PSD), pelo prefeito de Nova Iguaçu, Dudu Reina, e pelo ex-prefeito Rogério Lisboa, o ex-prefeito da capital detalhou planos de expansão do sistema BRT e implantação de parques públicos na região.
Apontando que cinco dos seis municípios brasileiros onde a população perde mais tempo no trânsito para acessar o trabalho estão localizados na Baixada, Paes detalhou duas intervenções viárias principais:
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Transolímpica: Prolongamento do eixo a partir da Avenida Brasil, passando por Nilópolis e Mesquita, até alcançar o Centro de Nova Iguaçu e conectá-lo à rede de BRT da capital.
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Via Light: Extensão da via para ligá-la à Avenida Brasil — com conexão ao corredor Transbrasil — e prolongamento até Cabuçu, servindo como rota alternativa à Estrada de Madureira.
Como parâmetro de eficiência, a campanha destacou os ganhos operacionais obtidos com o modelo de corredores exclusivos na cidade do Rio. Segundo dados divulgados, o tempo médio de deslocamento entre o Terminal Margaridas (na conexão da Dutra com a Avenida Brasil) e o Terminal Gentileza, no Centro, caiu de mais de 60 minutos para 20 minutos com o BRT Transbrasil. Atualmente, o sistema municipal recuperado opera com 150 km de corredores, cerca de 140 estações e 780 novos ônibus, transportando 630 mil passageiros diariamente.
Além dos investimentos viários, o candidato anunciou a transformação da área do Aeroclube de Nova Iguaçu no Aeroparque de Nova Iguaçu. O projeto prevê a instalação de um complexo voltado para cultura, lazer e educação, nos moldes de parques públicos implantados na capital, a exemplo do Parque Madureira e do Parque Oeste.
Segundo Paes, os novos equipamentos urbanos também atuarão no combate a intempéries e alagamentos. A infraestrutura contemplará a instalação de reservatórios de acumulação de águas pluviais (piscinões), seguindo o modelo aplicado em unidades da capital para mitigar o impacto de temporais e enchentes na região.

