Crânio defende trens e metrô 24 horas e tarifa zero em todo o estado do Rio

Redação
3 Leitura mínima


O candidato a deputado federal pelo PSOL, Vinicius Crânio, defende a criação de uma política estadual de transporte público com trens e metrô funcionando 24 horas por dia e tarifa zero para a população em todo o estado do Rio de Janeiro. Para Crânio, a mobilidade precisa acompanhar a realidade de um estado que funciona durante todo o dia e a noite. Trabalhadores de hospitais, bares, restaurantes, serviços de segurança, limpeza, indústria, comércio e outros setores frequentemente dependem do transporte público em horários nos quais a oferta é reduzida ou inexistente.

“O Rio de Janeiro não para. Tem gente trabalhando de madrugada, estudando à noite e atravessando o estado todos os dias para colocar comida dentro de casa. Não faz sentido o transporte público parar justamente quando essas pessoas mais precisam dele. Trem e metrô precisam funcionar 24 horas, e o acesso a esse transporte não pode ser determinado pelo dinheiro que a pessoa tem no bolso”, afirma Crânio.

A proposta prevê a ampliação gradual da operação durante a madrugada, com intervalos adequados à demanda e reforço nos horários de maior movimento. A iniciativa também busca uma maior integração entre os diferentes sistemas de transporte, conectando a capital, a Baixada Fluminense e as demais regiões do estado. Na avaliação do candidato, a tarifa zero deve ser entendida como uma política de mobilidade e inclusão social, permitindo que a população tenha maior acesso a empregos, universidades, serviços de saúde, cultura e lazer.

“Hoje, para muita gente, morar longe do trabalho significa gastar uma parte enorme do salário apenas para conseguir chegar até ele. Isso limita oportunidades e aumenta a desigualdade. Transporte público é serviço essencial. A gente precisa discutir quem deve pagar essa conta: não pode continuar sendo principalmente o trabalhador que depende do transporte para sobreviver”, destaca.

Crânio também defende que a discussão sobre transporte não fique concentrada apenas na capital. Para ele, é necessário pensar em uma política estadual de mobilidade, com investimentos na expansão e modernização da infraestrutura ferroviária e metroviária e integração com outros modais onde a implantação de trilhos não for tecnicamente viável.

“Eu quero um Rio em que a distância entre a periferia e o centro não determine o tamanho do sonho de uma pessoa. Se o transporte aproxima as pessoas das oportunidades, ele também pode aproximar o estado de um projeto de desenvolvimento mais justo. O trabalhador não pode ser punido porque mora longe”, afirma Crânio. A proposta faz parte da defesa de Crânio por uma política de mobilidade que trate o transporte público como direito de acesso à cidade e ao estado, e não apenas como um serviço comercial.
Compartilhe este artigo
Deixe um comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

plugins premium WordPress