RIO DE JANEIRO — Rodrigo Pinheiro de Oliveira Martins, conhecido como Rodrigo Meira, filho de ex-prefeito de Araruama, é alvo de um procedimento envolvendo suspeita de violência doméstica contra a ex-companheira. O caso envolve registro policial, medidas protetivas e manifestação do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro.
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Segundo o relato apresentado pela mulher à Polícia Civil, o relacionamento teria sido marcado por episódios de comportamento agressivo. Ela afirmou que chegou a se separar de Rodrigo em outubro de 2025, retomou posteriormente a relação e decidiu encerrá-la novamente em janeiro deste ano.
De acordo com o registro de ocorrência, a mulher relatou que, ao tentar deixar a residência onde os dois viviam, Rodrigo teria impedido sua saída e iniciado agressões.




A denunciante afirmou ter recebido um soco no rosto e um golpe na cabeça, além de ter sido segurada, empurrada e ter tido o pulso torcido. Segundo o relato apresentado às autoridades, Rodrigo também teria feito ameaça de morte após o fim do relacionamento.
A mulher relatou ainda que teria sido procurada e perseguida em seu local de trabalho. Conforme consta no procedimento, a situação teria provocado medo a ponto de ela deixar de trabalhar naquele momento.
O caso foi registrado no âmbito da Lei Maria da Penha, para apuração de lesão corporal no contexto de violência doméstica.
Em 31 de março de 2026, a Justiça concedeu medidas protetivas de urgência. Entre as determinações estavam a proibição de aproximação da vítima, com distância mínima de 500 metros, proibição de contato por qualquer meio e impedimento de frequentar o local de trabalho dela.
Em manifestação datada de 1º de setembro, o Ministério Público sustentou que os elementos do processo revelam um quadro de risco concreto e grave, citando agressão física reiterada, ameaça explícita de morte e perseguição da vítima no ambiente de trabalho.
O Ministério Público também destacou que não havia, naquele momento, elemento que demonstrasse que a situação de risco tivesse terminado. Por isso, pediu a manutenção integral das medidas protetivas de urgência enquanto persistir o risco apontado nos autos.
Além disso, o órgão requereu a realização de estudo técnico por uma equipe multidisciplinar, medida destinada a subsidiar futuras decisões sobre eventual manutenção ou revogação da proteção concedida à mulher.
O Ministério Público também pediu que o inquérito policial relacionado aos mesmos fatos seja apensado ao procedimento, para que as informações sejam analisadas em conjunto.
As acusações contra Rodrigo Meira decorrem do relato da ex-companheira e estão submetidas à apuração das autoridades. A existência de registro policial, inquérito e medidas protetivas não representa condenação criminal definitiva, e o investigado tem direito à defesa durante o procedimento.
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