PF prende oito em operação contra fraudes na compra e registro de armas para CACs no Rio

Redação
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RIO DE JANEIRO (RJ) — A Polícia Federal prendeu pelo menos oito suspeitos, na manhã desta sexta-feira (4), durante uma operação que investiga um esquema de fraudes em processos de compra e registro de armas de fogo para CACs. A apuração envolve documentos falsos, certificados irregulares e pedidos que teriam sido aprovados mesmo sem o cumprimento das exigências necessárias.

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Batizada de Operação Polaridade, a ação prevê o cumprimento de 20 mandados de prisão e 26 de busca e apreensão contra pessoas físicas e empresas.

No estado do Rio, há endereços em Campo Grande, Gardênia Azul e Inhoaíba, na Zona Sudoeste da capital; Niterói e Maricá, na Região Metropolitana; Duque de Caxias, São João de Meriti e Magé, na Baixada Fluminense; Macaé, no Norte Fluminense; além de Volta Redonda e Pinheiral, no Sul do estado.

Também são realizadas diligências em Vila Velha, no Espírito Santo.

Investigação começou em Niterói

As suspeitas surgiram depois que a PF encontrou inconsistências em processos analisados na Delegacia de Polícia Federal em Niterói.

Segundo as investigações, um colaborador terceirizado que trabalhava na análise de documentos do Núcleo de Armas teria aprovado requerimentos que não apresentavam toda a documentação obrigatória. Outros pedidos continham, de acordo com a PF, informações falsas ou incompatíveis com as exigências para a concessão dos registros.

Durante a apuração, os investigadores encontraram documentos repetidos em processos de diferentes requerentes, comprovantes de residência supostamente falsificados e ausência de declarações obrigatórias.

Também foram identificadas irregularidades em certificados técnicos e em requisitos necessários para a aquisição de armamentos, inclusive armas de uso restrito.

A Polícia Federal informou que os registros considerados irregulares serão cancelados.

PF apura possível ligação com armas apreendidas

Outro ponto investigado é a possível relação entre alguns dos requerimentos suspeitos e armas que acabaram apreendidas posteriormente em outra ação policial.

A descoberta levou os investigadores a aprofundarem a apuração para identificar todos os envolvidos e verificar se o esquema possui eventuais conexões com organizações criminosas.

De acordo com a participação atribuída a cada investigado, os suspeitos poderão responder por crimes como organização criminosa, inserção de dados falsos em sistema da Administração Pública, corrupção passiva, falsidade ideológica, uso de documento falso e comércio ilegal de armas de fogo.

Outros crimes ainda poderão ser identificados no decorrer das investigações.

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