Operador de drone do tráfico recebia R$ 1,2 mil por semana para monitorar policiais e rivais na Baixada

Redação
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DUQUE DE CAXIAS (RJ) — Um jovem de 22 anos foi preso suspeito de utilizar um drone a serviço do tráfico para monitorar a movimentação das forças de segurança e de criminosos rivais no bairro Pantanal, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Segundo a Polícia Militar, Júlio Luan da Silva Martins afirmou que recebia R$ 1,2 mil por semana pelo trabalho.

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A prisão aconteceu na tarde desta segunda-feira (31), nas proximidades da Rua Maria Fernandes, durante uma ação de monitoramento realizada por policiais do 15º BPM (Duque de Caxias). A região é alvo de diligências frequentes devido às disputas territoriais entre grupos criminosos.

De acordo com a PM, Júlio contou aos agentes que trabalhava para o Terceiro Comando Puro (TCP) e utilizava o equipamento para observar tanto a movimentação das viaturas policiais quanto a presença de integrantes do Comando Vermelho (CV).

Imagens obtidas durante a investigação mostram o drone sendo utilizado para acompanhar viaturas e permitir que informações sobre o deslocamento dos policiais fossem repassadas aos traficantes.

Recrutado por conhecimento em tecnologia

Ainda segundo o relato apresentado à polícia, Júlio teria sido recrutado pelo tráfico por possuir familiaridade com tecnologia e computadores. Ele afirmou que exercia a função havia pelo menos dois meses.

O suspeito também declarou que prestava o serviço para um traficante conhecido pelo apelido de “Flamengo”, apontado como uma das lideranças do TCP na região.

A atividade de vigilância teria sido intensificada devido à disputa territorial entre o TCP e o Comando Vermelho, que vem provocando conflitos na comunidade.

Outros operadores fariam o mesmo trabalho

Júlio afirmou aos policiais que não seria o único responsável pela operação dos equipamentos. Segundo o relato, pelo menos outros três homens também utilizariam drones para monitorar a região.

Os operadores se dividiriam em equipes ao longo da semana, mantendo a vigilância sobre os acessos e a movimentação de policiais e grupos rivais.

O drone foi apreendido e levado junto com o suspeito para a 60ª DP (Campos Elíseos), onde a ocorrência foi registrada.

Para a Polícia Militar, o caso evidencia a utilização de novas tecnologias por organizações criminosas para ampliar a vigilância de territórios, acompanhar operações das forças de segurança e obter informações sobre facções adversárias.

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