PM reformado é preso por estupro de criança de 8 anos no Rio; outras três vítimas relatam abusos

Redação
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RIO DE JANEIRO (RJ) — Um policial militar reformado de 71 anos foi preso após ser acusado de abusar sexualmente de uma criança de 8 anos em Realengo, na Zona Oeste do Rio. Depois da prisão, outras três vítimas da mesma família procuraram a polícia e relataram episódios semelhantes atribuídos ao homem. Uma delas afirma ter sofrido abusos durante anos, desde a infância.

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O nome do policial não foi divulgado para preservar a identidade das vítimas. Em depoimento, ele negou os crimes e afirmou acreditar que as acusações seriam uma vingança de familiares após uma reclamação envolvendo som alto.

A prisão em flagrante aconteceu em 21 de agosto, depois que uma câmera de segurança registrou o homem tocando de forma sexual a menina de 8 anos no quintal de uma residência. A criança havia chegado da escola e brincava com os gatos da família.

Segundo o relato prestado à polícia, a menina pediu ajuda à irmã de 13 anos. As duas entraram em contato com a mãe, que levou as filhas até a delegacia.

Outras vítimas procuraram a polícia

Após a prisão, uma irmã da criança, atualmente com 18 anos, contou aos investigadores que também teria sido vítima do policial quando tinha 8 anos.

Segundo o depoimento, ela não contou anteriormente por medo de ameaças contra a família e por saber que o homem tinha acesso a arma de fogo.

A mãe das duas jovens afirmou temer que o policial seja colocado em liberdade, principalmente porque as residências das famílias ficam próximas.

“Quero que minhas filhas possam estudar, brincar, voltar para casa e viver a infância sem medo. Quero também poder viver sem temer pela minha vida, pela vida do meu marido ou pela segurança de qualquer pessoa da nossa família”, declarou.

Mulher diz ter sofrido abusos dos 8 aos 17 anos

Outra denunciante, atualmente com 34 anos, afirmou que os abusos teriam começado quando ela tinha 8 anos, no início dos anos 2000, e continuado até os 17 anos.

A mulher já havia feito uma denúncia contra o policial em 2010. Ela também relatou ter sofrido ameaças, agressões e violência psicológica durante o período.

“Foram anos de terapia para hoje conseguir contar o inferno que eu passei”, relatou.

Ao tomar conhecimento das novas denúncias dentro da família, ela voltou a cobrar responsabilização do suspeito.

“Eu quero justiça e que todos saibam o monstro que ele é”, afirmou.

Uma quarta vítima também procurou a polícia depois da prisão. Segundo o relato, o homem teria tocado suas partes íntimas quando ela tinha 6 anos.

Com as novas denúncias, pelo menos quatro vítimas relataram às autoridades episódios de abuso atribuídos ao policial, todos iniciados durante a infância.

Três inquéritos enviados ao Ministério Público

A Polícia Civil informou que três inquéritos por estupro de vulnerável foram concluídos e encaminhados ao Ministério Público.

O policial permanece preso em uma unidade prisional da Polícia Militar em Niterói, na Região Metropolitana do Rio, à disposição da Justiça.

Segundo a Polícia Militar, o agente também responde a um Processo Administrativo Disciplinar (PAD). Mesmo estando na reserva remunerada, ele poderá ser excluído dos quadros da corporação caso sejam constatadas irregularidades no procedimento administrativo.

A corporação afirmou ainda que não tolera desvios de conduta ou crimes praticados por seus integrantes e que adota as medidas disciplinares cabíveis quando as irregularidades são comprovadas.

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