Agulhas descartadas no lixo ferem três trabalhadores da limpeza em Petrópolis

Redação
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PETRÓPOLIS — Três trabalhadores da limpeza pública ficaram feridos nos últimos dez dias após entrarem em contato com agulhas e seringas descartadas de forma irregular em Petrópolis, na Região Serrana do Rio. Os materiais foram encontrados tanto no lixo comum quanto entre resíduos recolhidos pela Coleta Seletiva.

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Os funcionários são da Companhia Municipal de Desenvolvimento de Petrópolis (Comdep). Os novos episódios chamam atenção pela frequência: em janeiro deste ano, outro trabalhador da companhia já havia se ferido com uma agulha encontrada entre os resíduos.

As seringas encontradas são de modelos utilizados, entre outras finalidades, para aplicação de insulina e tirzepatida, medicamento injetável indicado para diabetes tipo 2 e controle crônico de peso.

O problema vai além do ferimento provocado pela perfuração. Quando um trabalhador sofre um acidente com material perfurocortante, precisa seguir protocolos específicos por causa do risco decorrente da exposição.

Segundo a Comdep, os funcionários envolvidos precisam passar por acompanhamento no setor de Doenças Infecto-Parasitárias (DIP). Dependendo do caso, o acompanhamento e o tratamento podem durar até seis meses.

Como deve ser feito o descarte

Agulhas e seringas utilizadas em casa não devem ser jogadas soltas no lixo comum nem junto aos recicláveis.

A orientação é colocar o material usado em um recipiente rígido, resistente e com tampa, capaz de impedir que as agulhas atravessem a embalagem. Depois, o recipiente deve ser encaminhado a uma Unidade Básica de Saúde (UBS) do município.

Já clínicas, consultórios e outros estabelecimentos que produzem maior quantidade de resíduos de serviços de saúde devem contratar serviço especializado para coleta e destinação do material.

A presidente da Comdep, Fernanda Ferreira, afirmou que os três acidentes registrados em um intervalo de dez dias poderiam ter sido evitados com o descarte adequado.

“Precisamos da colaboração da população para proteger quem trabalha diariamente com o manejo dos resíduos”, afirmou.

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