BRASIL — A confirmação de novos casos de febre do Nilo Ocidental no país colocou a doença novamente em evidência, mas, segundo especialistas, não há motivo para pânico. A infecção é transmitida principalmente pela picada de mosquitos infectados e, na grande maioria das pessoas, não provoca sintomas ou causa manifestações leves.
✅ Clique aqui para seguir o canal de notícias nacional do Rlagos Notícias no WhatsApp
Segundo o infectologista Furtado da Costa, do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, menos de 1% dos casos evolui para a forma grave. Apesar do baixo percentual, a circulação do vírus exige acompanhamento das autoridades de saúde, principalmente diante da identificação de casos humanos e de mortes anormais de aves.
“Não há motivo para preocupação, mas é preciso mapear os casos e manter vigilância às aves e locais com mortalidade de aves fora do normal”, explicou o médico.
Como ocorre a transmissão
A febre do Nilo Ocidental é uma infecção causada por um arbovírus, grupo que também reúne os vírus responsáveis por doenças como dengue, zika, chikungunya e febre amarela.
A transmissão para humanos ocorre principalmente por mosquitos do gênero Culex, grupo que inclui os conhecidos pernilongos e muriçocas. O mosquito pode adquirir o vírus ao picar uma ave infectada e, posteriormente, transmiti-lo ao ser humano.
O simples contato com uma ave não significa transmissão da doença.
Estima-se que apenas cerca de 20% das pessoas infectadas apresentem manifestações clínicas. Quando aparecem, os sintomas costumam ser leves.
Entre os sinais possíveis estão febre, mal-estar, falta de apetite, náuseas, vômitos, dor de cabeça, dores musculares, dor nos olhos e manchas na pele. Quadros mais graves podem apresentar alterações neurológicas, como confusão mental, tremores, convulsões e redução do nível de consciência.
Casos graves são raros
Em uma pequena parcela dos pacientes, a doença pode provocar complicações como encefalite e meningite, exigindo atendimento médico e, em determinados casos, internação hospitalar.
Não existe atualmente vacina nem antiviral específico para humanos contra a febre do Nilo Ocidental. O tratamento é direcionado aos sintomas e pode envolver repouso, hidratação e acompanhamento médico. Nos quadros graves, pode ser necessária internação e suporte intensivo.
Brasil já registra casos
No estado de São Paulo, dois casos humanos foram confirmados. Uma mulher de 34 anos, moradora de Ribeirão Preto, relatou viagem recente à região amazônica e já está recuperada. O segundo caso envolve uma jovem de 18 anos, de São José do Rio Preto, que permanece internada sob cuidados médicos.
São os primeiros registros humanos confirmados da doença no estado. As autoridades ainda investigam os locais prováveis de infecção.
Segundo o Ministério da Saúde, outros dois casos foram confirmados em Santa Catarina, sendo que um deles evoluiu para morte. Há ainda um caso provável no Piauí.
As autoridades de saúde mantêm vigilância epidemiológica e laboratorial para identificar novos casos e possíveis áreas de circulação do vírus.
📲 Confira as últimas notícias do Rlagos Notícias
📲 Acompanhe o Rlagos no Facebook , Instagram , Twitter e Thread
