Douglas Ruas defende que governador eleito em outubro tome posse ainda em 2026 no Rio

Redação
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RIO DE JANEIRO — O candidato ao Governo do Estado do Rio Douglas Ruas (PL) defendeu que o vencedor das eleições de outubro assuma antecipadamente o comando do Palácio Guanabara, ainda em 2026, sem esperar a posse tradicionalmente prevista para janeiro de 2027.

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A proposta foi apresentada após o Supremo Tribunal Federal (STF) adiar a análise que deverá definir as regras para a escolha de um governador responsável pelo chamado mandato-tampão no Estado do Rio.

Na avaliação de Douglas, a proximidade das eleições regulares de outubro reduz a necessidade de promover um novo processo eleitoral apenas para escolher alguém que permaneceria poucos meses à frente do governo.

“Como a Justiça ainda não tomou uma decisão e já há eleições regulares marcadas para outubro, não faz sentido realizar um outro pleito extraordinário para um mandato-tampão. Sigo respeitando as decisões judiciais”, afirmou.

A proposta representa uma mudança na posição defendida anteriormente pelo candidato. Em um primeiro momento, Douglas sustentava a realização de eleições diretas para a escolha do governador que cumpriria o período restante do atual mandato.

Agora, diante do calendário eleitoral, ele passou a defender que o próprio resultado das urnas em outubro seja utilizado para definir quem assumirá antecipadamente o governo estadual.

Segundo a argumentação apresentada pela campanha, a medida evitaria a realização de uma eleição extraordinária para um período curto e permitiria que a escolha feita diretamente pelos eleitores nas eleições gerais tivesse efeito imediato.

O Estado do Rio está atualmente sob comando interino do desembargador Ricardo Couto, presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, após uma sequência de mudanças na linha sucessória estadual.

A situação começou a se formar com a saída do então vice-governador Thiago Pampolha, que deixou o Executivo para assumir uma vaga no Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ).

Posteriormente, Cláudio Castro deixou o Governo do Estado antes do encerramento de seu mandato. A situação sucessória também foi afetada pela ausência de um presidente efetivo da Assembleia Legislativa naquele momento.

Com a dupla vacância e as discussões jurídicas sobre quem deveria assumir o Executivo, o caso chegou ao STF, que passou a analisar qual modelo deverá ser adotado para preencher o comando do estado até o início do próximo mandato.

Douglas chegou a ser citado nas discussões envolvendo a sucessão, mas a definição final ficou submetida ao Supremo.

O julgamento previsto para esta quarta-feira (19) acabou retirado de pauta e, até o momento, não há nova data definida para a análise.

Enquanto a questão permanece sem solução definitiva, Douglas tenta colocar no debate uma alternativa política e jurídica: antecipar a posse de quem vencer a eleição regular de outubro.

A proposta ainda dependeria de definição institucional e jurídica, já que as regras de sucessão e o período de posse não podem ser alterados unilateralmente por um candidato.

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