Ônibus clandestino que matou 10 mulheres em Petrópolis teria como destino ato de Flávio Bolsonaro em Copacabana, aponta apuração do Portal RLagos

Redação
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PETRÓPOLIS — Apurações preliminares do Portal RLagos Notícias apontam que o ônibus clandestino envolvido na tragédia que deixou 10 mortos na Serra de Petrópolis, na madrugada deste domingo (16), teria como destino Copacabana, onde aconteceria, horas depois, o lançamento da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL).

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A informação sobre uma possível ligação entre os passageiros e o encontro político ainda não foi confirmada oficialmente pelas autoridades nem pela organização da viagem. O que está confirmado até o momento é que o coletivo saiu da Região Metropolitana de Belo Horizonte, em Minas Gerais, e seguia para Copacabana, na Zona Sul do Rio.

O acidente ocorreu por volta das 4h30, no km 91 da BR-040, durante a descida da Serra de Petrópolis. O ônibus tombou antes de chegar à capital.

Infográfico mostra a cena da tragédia na BR-040 em Petrópolis – Foto: Arte/ Rlagos Notícias

Neste mesmo domingo, primeiro dia oficial da campanha eleitoral de 2026, Flávio Bolsonaro iniciou sua caminhada à Presidência da República em uma grande mobilização realizada em Copacabana.

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É justamente a coincidência entre destino, data e horário da excursão e a realização do evento político que passou a ser apurada pelo RLagos Notícias.

Relatos já conhecidos de sobreviventes confirmam que o grupo viajaria para Copacabana em uma excursão de bate e volta. Uma passageira informou que cada integrante teria pago aproximadamente R$ 170 pela viagem.

No entanto, esses elementos, isoladamente, não comprovam que os passageiros viajavam para participar do lançamento da campanha de Flávio Bolsonaro. A finalidade exata da excursão ainda precisa ser esclarecida.

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O RLagos Notícias apura agora quem organizou a viagem, como os passageiros foram convidados, qual programação havia sido apresentada ao grupo e se existia algum vínculo entre a excursão e a mobilização política realizada neste domingo.

Outro ponto já confirmado pelas informações divulgadas sobre o caso é que o ônibus realizava transporte clandestino de passageiros. O coletivo não possuía autorização para fazer aquele transporte interestadual.

A tragédia deixou 10 pessoas mortas e dezenas de feridos. Entre as vítimas fatais estavam nove mulheres, uma delas grávida, e uma criança do sexo feminino.

O motorista sobreviveu e também deverá ser ouvido no curso da investigação. Sobreviventes afirmaram que o coletivo trafegava em alta velocidade antes do tombamento e que passageiros chegaram a pedir ao condutor para reduzir.

O caso está sob investigação da 105ª DP (Petrópolis), que deverá esclarecer as causas do acidente, as condições do veículo e as responsabilidades pela viagem clandestina.

Enquanto isso, o RLagos continua apurando a possível finalidade política da excursão. Até que exista confirmação documental, depoimento oficial ou manifestação dos organizadores, não é possível afirmar como fato que os passageiros estavam indo ao ato de Flávio Bolsonaro.

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