Ônibus que deixou 10 mortos em Petrópolis era clandestino, afirma ANTT

Redação
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PETRÓPOLIS — O ônibus envolvido na tragédia que deixou 10 pessoas mortas na BR-040, em Petrópolis, na madrugada deste domingo (16), realizava transporte clandestino de passageiros, segundo a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

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O coletivo seguia de Belo Horizonte, em Minas Gerais, para Copacabana, na Zona Sul do Rio, quando tombou no km 91 da BR-040, na descida da Serra de Petrópolis, por volta das 4h30.

De acordo com a ANTT, o ônibus de placa AKY-3454 não estava habilitado para realizar transporte interestadual de passageiros.

O veículo aparece registrado em nome da Dinna Ellles Turismo, com comunicação de venda para a PIT Tur Transportes Ltda.. Segundo a agência, nenhuma das duas empresas possui habilitação para realizar esse tipo de serviço.

A ANTT informou ainda que não encontrou em seus registros nenhuma empresa habilitada com o nome Estrela Guia Turismo, apontada como responsável pela organização da viagem.

Outro detalhe chamou a atenção dos fiscais: o ônibus apresentava um adesivo da ANTT em nome da empresa Samara. Segundo a agência reguladora, essa empresa também está inapta.

Diante das informações encontradas nos sistemas oficiais, a ANTT classificou a operação como transporte clandestino de passageiros.

A revelação passa a integrar um dos principais pontos da investigação sobre a tragédia. Além de determinar as causas do tombamento, as autoridades deverão esclarecer como a excursão foi organizada, quem efetivamente era responsável pela viagem e em quais condições o ônibus estava circulando.

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O Corpo de Bombeiros contabilizou atendimento a 49 pessoas. Pelo menos 23 sobreviventes deram entrada em unidades de saúde, enquanto dez mortes foram confirmadas ao longo deste domingo.

O motorista do ônibus sobreviveu. Segundo informações atribuídas à empresa, ele sofreu fraturas nas duas pernas.

Relatos de passageiros também serão considerados na investigação. Sobreviventes afirmaram que o coletivo estaria trafegando em alta velocidade antes do acidente e disseram que alguns passageiros chegaram a reclamar da condução durante a viagem.

A perícia foi realizada no local e o caso está sob investigação da 105ª DP (Petrópolis). As autoridades também deverão analisar as condições mecânicas do veículo e a documentação relacionada à excursão.

O advogado que representa a Estrela Guia Turismo informou que eventuais manifestações sobre o acidente serão apresentadas no processo.

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