São Pedro da Aldeia participa de operação contra desmatamento com apoio de imagens de satélite

Redação
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A Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Pesca (SEMMAP) de São Pedro da Aldeia participou, nesta quinta-feira (13), da Operação Mata Atlântica em Pé 2026, ação voltada ao combate ao desmatamento ilegal. No município, equipes de fiscalização ambiental e da Guarda Ambiental foram mobilizadas para verificar um alerta de possível retirada de vegetação nativa identificado por meio de monitoramento por satélite.

O alerta foi emitido pelo Programa Olho no Verde, desenvolvido pela Secretaria de Estado do Ambiente e Sustentabilidade (SEAS) e pelo Instituto Estadual do Ambiente (INEA). A ferramenta utiliza imagens de alta resolução para localizar áreas com possíveis alterações na cobertura vegetal e auxiliar os órgãos ambientais na definição dos locais que precisam ser vistoriados.

A partir da informação gerada pelo sistema, agentes da SEMMAP realizaram uma diligência no município para verificar as condições da área apontada. A ação reuniu fiscais de meio ambiente e integrantes da Guarda Ambiental, que atuaram diretamente na apuração do alerta e na verificação de possíveis irregularidades.

O Programa Olho no Verde utiliza tecnologia de sensoriamento remoto para acompanhar mudanças na vegetação. A plataforma também considera dados de ferramentas como o MapBiomas Alerta, permitindo que os indícios identificados sejam analisados e encaminhados aos órgãos responsáveis pela fiscalização presencial.

Segundo as informações do programa, o monitoramento consegue apontar áreas com indícios de supressão vegetal a partir de aproximadamente 200 metros quadrados. Antes de uma eventual ação fiscalizatória, os alertas passam por análise e validação, processo que ajuda a direcionar as equipes para os locais que apresentam sinais de possível irregularidade ambiental.

O secretário municipal de Meio Ambiente e Pesca, Mario Flavio Moreira, destacou que o uso de recursos tecnológicos fortalece o trabalho realizado pelas equipes em campo. Para ele, a combinação entre os alertas, a análise das informações e a atuação dos agentes permite tornar a fiscalização mais eficiente e agilizar a resposta diante de possíveis casos de retirada de vegetação nativa.

O fiscal Guilherme Tavares de Mello também ressaltou que o monitoramento por satélite amplia a capacidade de acompanhamento de regiões de difícil acesso. Conforme explicou, os dados obtidos pela tecnologia ajudam a localizar áreas que precisam ser verificadas presencialmente e podem contribuir para a identificação de eventuais responsáveis por infrações ambientais.

A Operação Mata Atlântica em Pé reúne Ministérios Públicos e instituições ambientais de diferentes estados brasileiros em ações de combate ao desmatamento ilegal. A iniciativa busca identificar áreas degradadas, interromper práticas irregulares e permitir que os responsáveis sejam submetidos às medidas cabíveis nas esferas administrativa, civil e criminal.

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