Após oito anos de inelegibilidade, e acusado de assédio sexual Paulo Melo tenta voltar à Alerj com patrimônio de R$ 6,1 milhões

Redação
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RIO DE JANEIRO — Depois de permanecer oito anos afastado das disputas pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), o ex-deputado estadual Paulo Melo (União Brasil) tenta retornar ao Parlamento fluminense nas eleições de 2026.

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Com sete mandatos consecutivos na Alerj, Paulo Melo declarou à Justiça Eleitoral um patrimônio de R$ 6.113.722,54, distribuído entre 41 bens e direitos, incluindo imóveis, terrenos, participações em empresas, veículos, investimentos, contas bancárias e dinheiro em espécie.

A maior parte dos bens informados pelo candidato está relacionada a Saquarema, município da Região dos Lagos onde Paulo Melo nasceu e iniciou sua trajetória política. Ao todo, 25 bens ou direitos declarados estão diretamente vinculados à cidade e somam aproximadamente R$ 4 milhões, o equivalente a cerca de 65,7% do patrimônio total apresentado.

O imóvel de maior valor declarado é uma casa em Porto Novo, Saquarema, avaliada em R$ 876.547,60.

Entre os outros valores de maior destaque estão uma participação de R$ 724.875 na empresa Vento Sul Empreendimentos Imobiliários, um empréstimo de R$ 620 mil à mesma empresa, outra residência em Porto Novo avaliada em R$ 532.354,12 e um terreno declarado por R$ 387.252,06.

A declaração também apresenta 14 terrenos, seis casas, dois apartamentos, duas lojas, dois veículos e participações societárias. Paulo Melo informou ainda manter R$ 117,6 mil em dinheiro em espécie.

A trajetória do político na Alerj começou após sua eleição para deputado estadual em 1990. Depois disso, Paulo Melo conseguiu outras seis vitórias consecutivas e chegou a ocupar algumas das posições mais importantes do Legislativo estadual.

Nas eleições de 2006, 2010 e 2014, Paulo Melo liderou a votação para deputado estadual, obtendo, respectivamente, 109.408, 121.684 e 125.391 votos.

Ao longo da passagem pela Assembleia, ele exerceu por dois períodos a presidência da Alerj, além de comandar a Comissão de Constituição e Justiça, o Conselho de Ética e ocupar a liderança do governo.

Depois do período de inelegibilidade, Paulo Melo voltou a disputar uma eleição em 2024, quando concorreu à Prefeitura de Saquarema. Na ocasião, recebeu 7.923 votos e não foi eleito.

A trajetória do ex-presidente da Alerj também foi marcada por processos judiciais. Em 2017, Paulo Melo foi preso durante a Operação Cadeia Velha e, posteriormente, condenado pelo Tribunal Regional Federal da 2ª Região em processo relacionado ao caso conhecido como “Caixinha da Fetransport”. O Supremo Tribunal Federal (STF) posteriormente anulou a condenação por questões processuais.

Agora filiado ao União Brasil, Paulo Melo tenta transformar novamente sua base política e o histórico de sete mandatos em votos suficientes para retornar à Assembleia Legislativa, oito anos depois de sua última disputa pelo cargo.

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