RIO DE JANEIRO (RJ) — A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e representantes dos clubes das Séries A e B aprovaram uma série de mudanças nas regras e nos protocolos das competições nacionais. A decisão foi tomada em reunião realizada nesta segunda-feira (10), no Rio de Janeiro.
✅ Clique aqui para seguir o canal de notícias nacional do Rlagos Notícias no WhatsApp
As novas medidas serão aplicadas no Campeonato Brasileiro das Séries A e B, na Copa do Brasil e no Brasileirão Feminino A1. A maioria já começa a valer na próxima rodada.
O principal objetivo da entidade é reduzir paralisações e aumentar o tempo efetivo de jogo. Segundo estudo apresentado pela CBF, a Série A registrava, antes da pausa para a Copa, média de 52 minutos e 54 segundos de bola rolando.
A entidade pretende elevar esse índice para pelo menos 57 minutos.
Goleiro terá oito segundos com a bola
O goleiro poderá permanecer com a bola nas mãos por até oito segundos.
Nos últimos cinco segundos, o árbitro fará uma contagem visual. Caso o limite seja ultrapassado, a equipe adversária terá direito a um escanteio.
A regra já existia, mas a punição anterior era um tiro livre indireto.
Cinco segundos para cobrar lateral
Quando o árbitro identificar que um jogador está atrasando deliberadamente uma cobrança de lateral, começará uma contagem de cinco segundos.
Se o atleta não executar o arremesso dentro do prazo, a cobrança será revertida para o adversário.
Caso algum jogador tente impedir a cobrança após a reversão, poderá receber cartão amarelo.
Tiro de meta também terá limite
O mesmo prazo será aplicado ao tiro de meta quando houver demora considerada proposital.
Após o apito, o jogador terá cinco segundos para colocar a bola em jogo. Se ultrapassar o limite, será marcado escanteio para o adversário.
Substituído terá dez segundos para sair
O jogador substituído terá dez segundos para deixar o gramado e deverá sair pelo ponto mais próximo da linha lateral.
Se atrasar deliberadamente, o atleta que entraria em seu lugar deverá aguardar um minuto para entrar em campo, deixando a equipe temporariamente com um jogador a menos.
Casos evidentes de lesão que impeçam a saída rápida serão tratados como exceção.
Atendimento médico deixará time com um a menos
Jogadores que receberem atendimento médico dentro do campo precisarão permanecer um minuto fora do gramado antes de retornar.
A regra busca reduzir paralisações provocadas por supostas lesões utilizadas para retardar a partida.
Há exceções para situações como lesões graves, choques de cabeça, pênaltis em que o jogador atendido será o cobrador e outras situações específicas.
Atendimento ao goleiro também terá punição
Quando o goleiro precisar receber atendimento médico, um jogador de linha da mesma equipe deverá permanecer fora do campo por um minuto após o reinício da partida.
O técnico terá até dez segundos para indicar quem deixará temporariamente o campo. Na ausência da escolha, o capitão poderá assumir essa responsabilidade.
A medida busca impedir que o atendimento ao goleiro seja utilizado para interromper a partida e permitir instruções prolongadas do treinador.
“Lei Vini Jr.” prevê expulsão
Outra mudança aprovada foi o chamado “Protocolo Vini Jr.” ou “Lei Vini Jr.”.
A partir de agora, um jogador, reserva ou atleta substituído poderá receber cartão vermelho caso cubra intencionalmente a boca ao discutir com um adversário de forma provocativa, depreciativa ou hostil.
A expulsão poderá ocorrer independentemente de o árbitro conseguir ouvir o conteúdo da conversa.
Somente capitães poderão falar com o árbitro
A CBF também decidiu restringir as reclamações direcionadas aos árbitros.
Quando o juiz fizer o sinal determinado pelo protocolo, somente os capitães poderão se aproximar para conversar. Os demais jogadores deverão permanecer afastados.
Quem descumprir a orientação poderá receber cartão amarelo.
Caso o capitão seja o goleiro, a equipe poderá designar outro jogador para exercer essa função durante a partida.
VAR poderá revisar segundo amarelo
O protocolo do VAR também será ampliado.
A arbitragem de vídeo poderá intervir caso um jogador receba equivocadamente o segundo cartão amarelo, que resultaria em expulsão.
Se for identificado erro claro, o cartão poderá ser anulado e o atleta permanecerá em campo.
O primeiro cartão amarelo continuará sem possibilidade de revisão.
Escanteios poderão ser revisados em 2027
A única mudança que não entra em vigor imediatamente é a revisão de escanteios concedidos por engano.
A partir de 2027, o VAR poderá corrigir uma marcação quando houver um erro claro e factual, desde que a checagem não atrase o reinício da partida.
A revisão deverá ocorrer antes da cobrança. Depois que o escanteio for batido, não será mais possível alterar a decisão.
Segundo a CBF, o conjunto de medidas pretende reduzir o tempo perdido com faltas, reposições de bola, atendimentos médicos e intervenções do VAR, aproximando o futebol brasileiro das principais ligas internacionais.
📲 Confira as últimas notícias do Rlagos Notícias
📲 Acompanhe o Rlagos no Facebook , Instagram , Twitter e Thread
