Veja quem são as paginas vagabundas criminosas que atuam na cidade de Búzios e que etsão na mira da justiça

Redação
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BÚZIOS — Nove páginas do Instagram que publicam conteúdos sobre política e a administração de Armação dos Búzios, na Região dos Lagos, estão no centro de uma ação civil pública movida pela Prefeitura contra a Meta, empresa responsável pelo Instagram. O objetivo é descobrir quem são os administradores das contas e apurar possíveis vínculos entre elas.

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Segundo a Prefeitura de Búzios, os perfis vêm publicando informações que o município considera falsas. Os responsáveis pelas páginas não foram incluídos diretamente no processo porque, de acordo com a administração municipal, ainda não foi possível identificá-los.

Veja quais são as páginas citadas no processo

@buziosinformacoes
@politicanewsregiaodoslagos
@buziosnoticias
@fofoca_na_calcada
@gladysnunesbuzios
@acorda_buziosrj
@buziosnuecru
@mayfelixrj
@choqueibuzios

As nove contas aparecem na ação apresentada pelo município. A Prefeitura pede que sejam fornecidos dados capazes de revelar quem está por trás dos perfis, incluindo informações sobre administradores atuais e anteriores, telefones, endereços eletrônicos, dispositivos, contas vinculadas, anúncios e meios de pagamento.

O município também quer descobrir se algumas dessas páginas compartilham administradores, equipamentos, endereços de IP, contas publicitárias ou formas de pagamento. A intenção é verificar se os perfis funcionam de maneira independente ou se existe algum tipo de estrutura coordenada por trás das publicações.

Prefeitura aponta repetição de conteúdos

Em um documento anexado ao processo, a Prefeitura relacionou 31 publicações feitas pelas páginas. A maior quantidade, segundo a ação, foi atribuída ao perfil @buziosnuecru, com 14 conteúdos. O perfil @buziosinformacoes aparece com seis publicações, enquanto @acorda_buziosrj aparece com quatro e @fofoca_na_calcada, com duas.

A administração municipal afirma que algumas contas utilizariam uma espécie de “estética pseudojornalística”, com manchetes, memes, montagens e acusações relacionadas a hospitais, contratos, obras, programas públicos e integrantes da gestão.

Na avaliação apresentada pela Prefeitura, a repetição de narrativas semelhantes em diferentes páginas poderia criar uma aparência de confirmação das acusações e ampliar artificialmente a repercussão dos conteúdos.

Justiça ainda não declarou páginas criminosas

Apesar da ação, é importante destacar que não existe, até o momento, decisão judicial classificando os administradores dessas páginas como criminosos, estelionatários ou integrantes de qualquer esquema ilegal.

A tentativa inicial da Prefeitura de obter medidas urgentes foi rejeitada. O Ministério Público se posicionou contra a liminar e a Justiça entendeu que, naquele momento, não havia demonstração concreta de ilegalidade suficiente para determinar a retirada dos conteúdos, suspensão dos perfis ou identificação imediata dos administradores.

O processo, porém, continua em andamento e poderá analisar a autenticidade das contas, a veracidade das publicações, possíveis impulsionamentos, eventuais conexões entre os perfis e os danos alegados pela Prefeitura.

Até agora, também não há decisão reconhecendo que as páginas sejam falsas, coordenadas entre si ou financiadas por uma mesma estrutura. Essas questões ainda dependem da produção de provas e do julgamento do processo.

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