CABO FRIO – A empresária Nelcimar Alves de Almeida, de 46 anos, executada a tiros na tarde desta quinta-feira (30), na Rua Antônio Feliciano de Almeida, na localidade chamada de Buraco do Boi, perto da Praia do Forte, em Cabo Frio, tinha 16 passagens criminais registradas pela polícia de Minas Gerais. O crime aconteceu dentro do estabelecimento Cozinha da Kikinha, do qual Nelcimar era proprietária.
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Segundo informações policiais, entre os registros atribuídos à vítima constam dois por furto consumado (artigo 155 do Código Penal), um por apropriação indébita (artigo 168 do Código Penal), um por ameaça (artigo 147 do Código Penal) e dois por violação da suspensão ou proibição do direito de dirigir (artigo 307 do Código de Trânsito Brasileiro), além de outras ocorrências que somam as 16 passagens.
A existência das passagens, porém, não significa necessariamente que a empresária tenha sido condenada em todos os procedimentos. A situação de cada ocorrência deverá ser verificada durante a investigação.
Homem entrou no estabelecimento e atirou
Segundo relatos de funcionários, Nelcimar estava na cozinha do comércio quando foi surpreendida por um homem vestido de preto.
O criminoso efetuou três disparos e fugiu logo depois em um Fiat Palio Weekend prata, cuja placa não foi identificada pelas testemunhas.
O Corpo de Bombeiros foi acionado, mas a morte da empresária foi constatada ainda no local.
Policiais do 25º Batalhão da Polícia Militar isolaram a área até a chegada da perícia criminal.
Cápsulas e celular foram recolhidos
Durante o trabalho pericial, foram recolhidas três cápsulas de calibre 9 milímetros e o aparelho celular da vítima.
O material ficará à disposição da investigação e poderá ajudar na identificação do autor, na reconstrução da dinâmica e na descoberta da motivação do homicídio.
Após a conclusão da perícia, o corpo foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal de Cabo Frio.
Polícia apura passado da vítima
Informações preliminares levantadas durante a ocorrência apontam ainda um suposto envolvimento de Nelcimar com tráfico de drogas e contrabando de cigarros em Minas Gerais.
Essa informação ainda será investigada e não há confirmação de que o passado da vítima tenha ligação direta com o assassinato ocorrido em Cabo Frio.
A Polícia Civil deverá analisar o celular da empresária, imagens de câmeras de segurança e depoimentos de funcionários e testemunhas.
O caso foi registrado na 126ª DP de Cabo Frio. Até o momento, o autor não foi localizado e a motivação do crime permanece desconhecida.
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