Tartaruga-de-couro é encontrada morta em praia de Cabo Frio e passa por necrópsia do Instituto BW

Redação
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Uma tartaruga-de-couro (Dermochelys coriacea) foi encontrada morta na faixa de areia da Praia do Unamar, em Cabo Frio, na Região dos Lagos. O atendimento foi realizado na terça-feira (28) por equipes do Instituto BW (IBW), que efetuaram a coleta de dados biométricos e biológicos, além da necrópsia do animal, seguindo os protocolos do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Campos e do Espírito Santo (PMP-BC/ES).

Considerada a maior espécie de tartaruga marinha do planeta, a tartaruga-de-couro é classificada como vulnerável à extinção. As informações obtidas durante a análise do animal contribuirão para as pesquisas sobre as principais ameaças à fauna marinha e para o desenvolvimento de estratégias de conservação.

Após o acionamento, a equipe técnica do Instituto BW realizou todos os procedimentos previstos para esse tipo de ocorrência. Além da coleta de informações biométricas e biológicas, foi feita a necrópsia ainda no local, permitindo reunir dados que poderão ajudar a identificar a causa da morte do animal e ampliar o monitoramento das espécies marinhas na costa brasileira.

O atendimento integra as ações do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Campos e do Espírito Santo (PMP-BC/ES), executado pelo Instituto BW na Região dos Lagos e no Norte Fluminense desde 2020. O trabalho inclui o monitoramento, resgate, reabilitação e pesquisa de animais marinhos encontrados vivos ou mortos no litoral.

De acordo com a coordenadora de veterinária e vice-presidente do Instituto BW, Paula Baldassin, os dados obtidos durante esse tipo de atendimento são fundamentais para ampliar o conhecimento sobre as ameaças enfrentadas pelas espécies ameaçadas de extinção. Segundo ela, as informações também subsidiam ações de conservação e ajudam a identificar possíveis impactos ambientais sobre a fauna marinha.

A tartaruga-de-couro possui hábitos predominantemente oceânicos, permanecendo a maior parte da vida em mar aberto e realizando longas migrações entre áreas de alimentação e reprodução. No Brasil, o principal local conhecido de desova da espécie fica no litoral norte do Espírito Santo.

Classificada como vulnerável à extinção pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), a espécie enfrenta diversas ameaças, como captura acidental em atividades pesqueiras, ingestão de resíduos sólidos — principalmente plásticos —, colisões com embarcações, degradação dos habitats costeiros e os impactos das mudanças climáticas.

O Instituto BW orienta que, ao encontrar tartarugas-marinhas, pinguins ou outras aves marinhas debilitadas ou mortas na faixa de areia, a população não manipule os animais e acione imediatamente a equipe especializada pelo telefone 0800 991 4800.

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