Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
Eleitores com o título regular poderão votar mesmo sem terem realizado o cadastramento biométrico
País – A biometria será utilizada novamente nas eleições deste ano como ferramenta de segurança para identificar os eleitores e evitar fraudes. A tecnologia estará disponível em todas as seções eleitorais do país, mas o cadastro biométrico não é obrigatório para o exercício do voto.
Segundo a Justiça Eleitoral, eleitores com o título regular poderão votar mesmo sem terem realizado o cadastramento biométrico. Nesses casos, será necessário apresentar um documento oficial de identificação para ter acesso à urna eletrônica.
Mesmo quem já possui biometria cadastrada não será impedido de votar caso a leitura das digitais apresente falhas. A orientação é que o procedimento seja repetido até quatro vezes. Se o reconhecimento continuar sem sucesso, a mesa receptora fará a conferência dos dados do eleitor por outros meios. Confirmada a identidade, o eleitor poderá votar normalmente, assinando o caderno de votação ou registrando a impressão digital, caso não saiba assinar.
A biometria passou a ser utilizada pela Justiça Eleitoral em 2008, com o objetivo de aumentar a segurança do processo eleitoral e impedir que uma pessoa vote no lugar de outra. Além da identificação do eleitor, o cruzamento das informações permite ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) detectar eventuais registros duplicados no cadastro eleitoral.
O prazo para realizar o cadastramento biométrico com validade para as eleições de 2026 terminou em maio deste ano. Quem ainda não possui o cadastro poderá regularizar a situação após o pleito. Durante o procedimento são coletadas a fotografia, as impressões digitais de todos os dedos das mãos e a assinatura do eleitor, informações utilizadas para reforçar a segurança das eleições.

