Suspeito de matar empresário em São Pedro da Aldeia se entrega à polícia

Redação
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SÃO PEDRO DA ALDEIA — O engenheiro Lucas Morais Martins, investigado pela morte do empresário Henrique Cardoso Barreto, apresentou-se à Polinter, na Cidade da Polícia, no Rio de Janeiro, nesta segunda-feira (27), onde teve cumprido o mandado de prisão temporária expedido pela Justiça.

Segundo a 125ª Delegacia de Polícia (125ª DP), Lucas é apontado como o principal suspeito de matar o sócio durante uma discussão ocorrida na última sexta-feira (24), na sede da empresa onde ambos trabalhavam, no bairro Nova São Pedro.

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De acordo com as investigações, após o desentendimento, o engenheiro teria sacado uma arma de fogo e efetuado disparos contra Henrique, que morreu após ser socorrido ao Pronto-Socorro Municipal de São Pedro da Aldeia.

A Polícia Civil também investiga a suspeita de que Lucas vinha desviando altas quantias da empresa em benefício próprio. A hipótese integra o inquérito, mas ainda está em fase de apuração.

Os agentes reuniram elementos para solicitar a prisão temporária em menos de 24 horas após o crime. Desde a expedição do mandado, equipes realizavam buscas para localizar o investigado, que era considerado foragido até se apresentar espontaneamente à Polinter.

O crime aconteceu na tarde de sexta-feira (24) e foi presenciado por quatro pessoas. Conforme a investigação, Lucas chegou ao local em um Hyundai Creta preto. Após os disparos, ele teria ido até a própria residência, buscado familiares e deixado a região.

Henrique foi socorrido pelo Corpo de Bombeiros e levado ao Pronto-Socorro Municipal, mas chegou à unidade em parada cardiorrespiratória. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, ele apresentava ferimentos na cabeça, no tórax e no ombro esquerdo. Apesar das tentativas de reanimação, a morte foi confirmada.

Além da atuação no ramo imobiliário, Henrique Cardoso Barreto foi secretário municipal de Esportes de Arraial do Cabo em 2010, durante a gestão do então prefeito Andinho.

A Polícia Civil informou que as investigações continuam para esclarecer a motivação do crime e todas as circunstâncias do caso. A reportagem não conseguiu localizar a defesa de Lucas Morais Martins até a publicação desta matéria. O espaço permanece aberto para manifestação.

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