IGUABA GRANDE — A companheira e o sogro da policial civil Daniela Cunha Moreira, de 43 anos, foram presos dentro de um supermercado durante as diligências realizadas para esclarecer a morte da agente. A mãe da suspeita também foi detida pela Polícia Civil.
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Daniela foi encontrada morta dentro do próprio carro, escondido na garagem de uma residência no bairro Cidade Nova, em Iguaba Grande, na Região dos Lagos.
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As prisões foram realizadas por agentes da 124ª DP de Saquarema, sob a coordenação do delegado Vilson de Almeida, com apoio da 129ª DP de Iguaba Grande.
Foram presos Catiana Clarisse de Oliveira e Souza Moreira, companheira da vítima, além dos pais dela, Adilson de Oliveira e Souza e Ana Teresa Rodrigues dos Santos.
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Segundo informações da investigação, Catiana e Adilson foram localizados dentro de um supermercado. As imagens registraram o momento em que os suspeitos foram abordados e conduzidos pelos policiais.

Ausência no plantão iniciou as buscas
Daniela deveria assumir o plantão na 124ª DP, às 9h de sexta-feira (24), mas não compareceu à unidade.
Diante da ausência e da falta de contato, colegas iniciaram diligências para descobrir o paradeiro da policial.
Com o apoio das centrais de monitoramento de Saquarema e Iguaba Grande, os investigadores identificaram que a Chevrolet Tracker branca usada pela vítima havia seguido para uma residência em Cidade Nova.
Inicialmente, o morador do imóvel teria negado que qualquer veículo tivesse entrado na garagem.
Com o avanço da apuração, os policiais entraram no local e encontraram o automóvel escondido. Daniela estava sem vida dentro do veículo.
De acordo com a Polícia Civil, Daniela mantinha um relacionamento havia aproximadamente 13 anos com Catiana.
As investigações apontam que a companheira teria dopado a policial e pedido ajuda ao pai. Adilson teria seguido até a residência do casal, em Saquarema, e participado diretamente do crime.
Após a morte, o corpo teria sido colocado no carro da vítima e levado até Iguaba Grande, onde o veículo foi escondido.
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A mãe de Catiana é investigada por supostamente ajudar na ocultação do corpo e na tentativa de dificultar o trabalho policial.
Durante as diligências, os agentes também apreenderam duas armas de fogo.
Catiana e Adilson foram autuados por feminicídio, ocultação de cadáver, fraude processual e posse ilegal de arma de fogo.
Ana Teresa foi presa por suspeita de participação na ocultação do corpo e na fraude processual.
A Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí foi acionada e passou a acompanhar a investigação. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal, onde passou por exames.
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