RIO DE JANEIRO (RJ) – A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta sexta-feira (24), uma operação no Complexo do Muquiço, na Zona Norte do Rio de Janeiro, para cumprir mandados de prisão contra os envolvidos na morte do inspetor Carlos Alberto Freire Neto, de 35 anos, vítima de uma emboscada durante uma diligência no último dia 8 de julho.
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Durante a ação, Paulo Roberto Barreto da Silva, conhecido pelos apelidos PL ou Arcanjo, investigado por participação no ataque, foi baleado em um confronto com os agentes. Ele foi socorrido e encaminhado, sob custódia, ao Hospital Estadual Carlos Chagas.
Segundo a Polícia Civil, com o suspeito foram apreendidos uma pistola com dois carregadores, drogas e um rádio comunicador. O investigado possui extensa ficha criminal.
A operação é realizada por equipes da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF), onde Carlos Alberto Freire Neto atuava, com apoio de agentes da 96ª DP (Miguel Pereira).
Na última segunda-feira (20), policiais já haviam realizado uma incursão na comunidade para levantar informações sobre os envolvidos no crime. Na ocasião, também houve troca de tiros e dois homens foram presos.
Relembre o caso
Na manhã de 8 de julho, quatro agentes da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense seguiam em um veículo descaracterizado para uma ação de reconhecimento na região, com o objetivo de reunir informações para o cumprimento de um mandado judicial.
Ao entrarem no Complexo do Muquiço, a equipe foi surpreendida por criminosos armados, que abriram fogo contra o veículo.
O inspetor Carlos Alberto Freire Neto foi atingido por um disparo na cabeça. Ele chegou a ser socorrido e levado ao Hospital Municipal Albert Schweitzer, mas não resistiu aos ferimentos.
Na mesma ação, a policial Juliele Brandt foi baleada na perna. Ela recebeu atendimento médico e já teve alta hospitalar.
Após o ataque, centenas de policiais civis participaram de uma grande operação na comunidade em busca dos responsáveis pela emboscada. A ação provocou impactos na rotina da região, com a suspensão temporária das atividades em escolas e unidades de saúde. Quatro suspeitos foram presos naquela ocasião.
As investigações seguem em andamento para identificar e prender todos os envolvidos no assassinato do inspetor.
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