Justiça mantém prisão de Didê, Maurício Knoploch e delegado investigados em esquema de R$ 86 milhões no Rio Metrópole

Redação
3 Leitura mínima

RIO DE JANEIRO — A Justiça do Rio manteve a prisão de integrantes da antiga cúpula do Instituto Rio Metrópole (IRM), investigados na Operação Ouroboros, deflagrada pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ).

✅ Clique aqui para seguir o canal de notícias nacional do Rlagos Notícias no WhatsApp

Continuarão presos o ex-presidente do instituto Davi Perini Vermelho, conhecido como Didê; Maurício Silva Knoploch dos Santos, pai do deputado estadual Alexandre Knoploch (PL); Amanda Íthala Santos da Paschoa, nora de Maurício; e o delegado da Polícia Civil Franquis Dias Nepomuceno.

A decisão foi tomada pela desembargadora Mônica Tolledo de Oliveira, da 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ).

Os investigados estão presos desde 9 de julho, quando foram cumpridos os mandados relacionados à operação.

Segundo as investigações, o grupo teria participado de um suposto esquema envolvendo corrupção, lavagem de dinheiro, fraude em licitações e organização criminosa dentro do Instituto Rio Metrópole.

O MPRJ apura contratos que teriam movimentado irregularmente cerca de R$ 86 milhões. As responsabilidades individuais ainda serão analisadas durante o andamento do processo, e os investigados têm direito à defesa.

Até o momento, não há informação sobre eventual pedido de habeas corpus apresentado em favor de Caroline Soares Barros, conhecida como “Mulher da Mala”, também presa durante a operação.

Ex-procurador foi solto

Em decisão diferente, a mesma desembargadora concedeu habeas corpus ao procurador do Estado e ex-procurador-geral do IRM Marcelo Lopes da Silva.

A Justiça entendeu que, até esta fase da investigação, não foram apresentados elementos suficientes para manter a prisão preventiva do ex-procurador.

Com a decisão, Marcelo Lopes responderá ao processo em liberdade, mas deverá cumprir uma série de medidas cautelares.

Entre as determinações estão o comparecimento periódico à Justiça, a proibição de manter contato com outros investigados e testemunhas e o impedimento de deixar a comarca por mais de 15 dias sem autorização judicial.

O ex-procurador também continuará afastado de cargos públicos enquanto o processo estiver em andamento.

A concessão do habeas corpus não representa absolvição nem encerra as investigações. O processo seguirá normalmente, com análise das provas reunidas pelo Ministério Público.

📲 Confira as últimas notícias do Rlagos Notícias
📲 Acompanhe o Rlagos no Facebook , Instagram , Twitter e Thread

Compartilhe este artigo
Deixe um comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

plugins premium WordPress