RIO DE JANEIRO — A família do ex-presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo Bacellar, iniciou uma nova movimentação política em direção ao grupo liderado por Eduardo Paes (PSD).
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Com Bacellar preso em uma unidade federal e afastado da presidência da Alerj, o irmão dele, Marquinho Bacellar, passou a falar publicamente em nome do grupo e declarou apoio a Dr. Lucas, pré-candidato a deputado estadual pelo PSD.
A aproximação acontece em meio às graves acusações que atingem Rodrigo Bacellar, investigado por suspeitas relacionadas a organização criminosa, lavagem de dinheiro e outros delitos. O processo ainda está em andamento, e não há condenação definitiva.
Marquinho afirmou que a família teria sido abandonada por antigos parceiros depois da prisão e defendeu o início de uma nova fase política.
A declaração foi interpretada nos bastidores como um afastamento do grupo que anteriormente caminhava ao lado dos Bacellar e uma tentativa de reconstrução dentro da aliança comandada por Eduardo Paes.
Dr. Lucas recebe apoio em momento delicado
O apoio a Dr. Lucas ganha peso porque ocorre justamente quando a família tenta recuperar espaço político após a prisão de seu principal nome.
Vídeos que circulam nas redes sociais também mostram Eduardo Paes fazendo elogios ao pré-candidato do partido, aumentando as especulações sobre a integração dos Bacellar ao projeto eleitoral do PSD.
A movimentação cria uma situação desconfortável para o grupo de Paes. Ao mesmo tempo em que busca apresentar uma candidatura baseada em renovação e reconstrução do estado, passa a receber o apoio de uma família cujo principal representante enfrenta uma investigação de grande repercussão.
O apoio não significa que Dr. Lucas ou Eduardo Paes tenham qualquer envolvimento nos fatos investigados contra Bacellar. No entanto, a nova aliança poderá gerar cobranças políticas durante a campanha.
Recomeço ou tentativa de sobrevivência política?
A declaração de Marquinho apresenta a aproximação como um “recomeço”. Nos bastidores, porém, adversários enxergam o movimento como uma tentativa de sobrevivência de um grupo enfraquecido pela prisão e pelo afastamento de Rodrigo Bacellar.
Sem o antigo presidente da Alerj na linha de frente, a família procura um novo caminho para manter influência e preservar suas bases eleitorais.
A pergunta que começa a circular é se o PSD receberá apenas o apoio eleitoral dos Bacellar ou se a família também passará a ocupar espaço dentro da estrutura política construída por Paes.
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