PORTO RICO — Os destroços de um avião da Pan American World Airways, conhecida como Pan Am, foram encontrados no fundo do Oceano Atlântico 74 anos após um acidente que deixou 52 mortos perto da costa de Porto Rico.
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A aeronave, um Douglas DC-4 chamado Clipper Endeavor, foi localizada a cerca de 600 metros de profundidade. O avião estava dividido em duas grandes partes no fundo do mar, após desaparecer nas águas do Atlântico em 11 de abril de 1952.
A descoberta foi feita em 2 de junho de 2026 por uma equipe formada pela Air/Sea Heritage Foundation, pela empresa de exploração submarina Deep Sea Vision e pelo programa Expedition Unknown, do Discovery Channel. A confirmação foi divulgada nesta terça-feira (21).
O que aconteceu com o avião
O voo 526A havia decolado do aeroporto de Isla Grande, em San Juan, com destino a Nova York. A bordo estavam 64 passageiros e cinco tripulantes, totalizando 69 pessoas. Pouco depois da decolagem, a aeronave apresentou falhas nos motores, obrigando o piloto a realizar um pouso de emergência no mar.
Todos os ocupantes teriam sobrevivido ao impacto inicial. O avião, no entanto, começou a afundar poucos minutos depois, enquanto passageiros enfrentavam dificuldades para encontrar os coletes salva-vidas e deixar a cabine. Apenas 12 passageiros e os cinco tripulantes foram resgatados com vida.
Ao todo, 52 pessoas morreram. Segundo relatos históricos, 39 corpos nunca foram recuperados, o que transformou a área do acidente em um local de memória para as vítimas e seus familiares.
Como os destroços foram encontrados
A equipe utilizou um veículo submarino autônomo equipado com sonar de alta resolução, capaz de mapear o fundo do oceano. A busca foi orientada por documentos históricos, mapas elaborados após o acidente, relatos de testemunhas e dados sobre as condições do mar no dia da queda.
As imagens captadas pelo equipamento mostraram a fuselagem e a cauda da aeronave separadas no fundo do Atlântico. A localização encerrou uma busca iniciada em 2019 pela Air/Sea Heritage Foundation.
Não há previsão de retirada dos destroços. A intenção dos pesquisadores é preservar o local e ampliar o reconhecimento histórico da tragédia.
Acidente mudou regras da aviação
Na época do acidente, as companhias aéreas ainda não eram obrigadas a realizar demonstrações detalhadas sobre saídas de emergência, uso de coletes salva-vidas e procedimentos para evacuação da aeronave.
As dificuldades enfrentadas pelos passageiros do Clipper Endeavor ajudaram a impulsionar mudanças nas normas de segurança da aviação comercial, incluindo as orientações obrigatórias apresentadas pelas tripulações antes da decolagem.
O desastre também contribuiu para melhorias nos equipamentos de flutuação e nos protocolos adotados em pousos de emergência sobre a água.
Descoberta será exibida na televisão
A expedição foi acompanhada pelo apresentador Josh Gates, do programa Expedition Unknown. O processo de busca, localização e identificação dos destroços deverá ser apresentado em um episódio da produção do Discovery Channel.
O presidente da Air/Sea Heritage Foundation, Russ Matthews, afirmou que a equipe recebeu a descoberta com entusiasmo, mas também com respeito pela dimensão da tragédia ocorrida no local.
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