
O cineasta e produtor Luiz Carlos Barreto morreu nesta quarta-feira (22), aos 98 anos, no Rio de Janeiro. Conhecido como “Barretão”, ele foi um dos principais nomes da história do cinema brasileiro, com uma carreira de mais de seis décadas dedicada ao audiovisual.
Barreto estava internado no Hospital Copa Star, em Copacabana, Zona Sul do Rio. Até a manhã desta quarta-feira, a causa da morte não havia sido divulgada.
Ao longo da carreira, participou da produção de filmes que se tornaram referências do cinema nacional, entre eles Dona Flor e Seus Dois Maridos, O Quatrilho e O Que É Isso, Companheiro?. Sua trajetória esteve diretamente ligada ao Cinema Novo, movimento que revolucionou a produção cinematográfica brasileira nos anos 1960 ao retratar a realidade social e política do país.
Natural de Sobral, no Ceará, Luiz Carlos Barreto iniciou sua vida profissional no jornalismo. Trabalhou no jornal do Partido Comunista, então na ilegalidade, e posteriormente mudou-se para o Rio de Janeiro, onde atuou como repórter e fotógrafo da revista O Cruzeiro. Durante esse período, foi correspondente internacional na Europa e registrou personalidades como Frank Sinatra, Fidel Castro e Marilyn Monroe.
O contato definitivo com o cinema aconteceu durante uma viagem à Bahia para cobrir as filmagens de Barravento, quando conheceu o cineasta Glauber Rocha. Em entrevistas, Barretão costumava lembrar que aquele encontro foi decisivo para sua carreira. Segundo ele, Glauber passou horas falando sobre o cinema brasileiro durante uma caminhada na praia, despertando seu interesse definitivo pela produção cinematográfica.
Reconhecido como um dos maiores produtores do país, Luiz Carlos Barreto deixa um legado fundamental para o fortalecimento e a projeção internacional do cinema brasileiro.
Com informações do G1 e Canal Brasil
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