MANGARATIBA — Uma mansão de alto padrão anunciada por mais de R$ 3,3 mil a diária virou cenário da execução de dois homens durante uma festa na madrugada desta terça-feira (21), na Ilha Flexeiras, em Itacuruçá, distrito de Mangaratiba.
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Segundo as investigações, aproximadamente dez criminosos encapuzados e armados chegaram de barco, desembarcaram em um píer próximo à residência e renderam os convidados.
O grupo ordenou que todos se deitassem no chão e atacou diretamente Jorge Felipe dos Santos Noga Barbosa, conhecido como Batata, e Cayo Gustavo Genuel dos Santos, chamado de Mulatinho. Os dois morreram no local.
As vítimas seriam moradoras da comunidade Brisamar, em Itaguaí. De acordo com a polícia, Jorge Felipe possuía antecedentes por organização criminosa e suspeita de ligação com o tráfico de drogas. A possível participação de Cayo Gustavo em atividades criminosas ainda está sendo apurada.
Antes de fugir pela mesma embarcação, o bando roubou 11 aparelhos celulares dos convidados. Nenhuma outra pessoa ficou ferida.
Casa estava alugada para festa de aniversário
A mansão havia sido alugada para a comemoração do aniversário de uma mulher. O imóvel fica à beira-mar, a cerca de 500 metros da Praia de Itacuruçá, e comporta mais de 16 hóspedes.
O anúncio da residência em uma plataforma de aluguel por temporada apresenta uma estrutura com oito quartos, dez camas e 12 banheiros, além de ampla vista para o mar. Duas diárias eram oferecidas por aproximadamente R$ 6.650.
A invasão aconteceu por volta de 0h30, quando os criminosos atracaram no píer e entraram na propriedade.
Imóvel pertence a vereador de Mangaratiba
A mansão pertence ao vereador de Mangaratiba Dr. Mair Bichara (PSD).
Em nota, o parlamentar afirmou que não estava no local no momento do crime e que nenhum integrante de sua família participava da festa.
Segundo o vereador, a residência é disponibilizada regularmente para aluguel por temporada e estava locada para terceiros na data do ataque. Ele negou qualquer relação com as vítimas ou com a ocorrência.
Polícia tenta identificar trajeto do barco
O caso é investigado pela 165ª DP de Mangaratiba. Os agentes analisam imagens das câmeras de segurança da mansão e de imóveis próximos para identificar os criminosos.
A polícia também tenta reconstruir o trajeto da embarcação utilizada pelo grupo na chegada e na fuga da ilha.
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