Lula tem na pré-candidatura de Flávio seu principal ativo

Redação
4 Leitura mínima

Deste final de julho até a realização do 2º turno são três meses — na hipótese quase certa de que a eleição presidencial não se resolva em 4 de outubro. Esse é o tempo — em especial a partir de 16 de agosto quando terá início a propaganda eleitoral — que o senador Flávio Bolsonaro tem para tentar reestruturar sua campanha e tirá-la do limbo em que se encontra.

Dar lugar a outro nome é possibilidade bastante remota tendo em vista que a alternativa viável teria sido Tarcísio de Freitas. Só que agora o ex-ministro de Jair Bolsonaro tem uma reeleição provável para o governo de São Paulo. Logo, pode mirar em 2030 quando, em condições mais favoráveis, disputaria a Presidência.

Nessa linha de inferência, se a eleição fosse por esses dias, o presidente Lula da Silva estaria no seu melhor momento para emplacar o quarto mandato. Diga-se, não por méritos do governo que realiza, mas pela absoluta inabilidade e apatia do principal oponente.

Entre perdas & recuos

Flávio não se cansa de tropeçar nas próprias pernas ante uma pré-campanha sem liderança, sem qualidade e que não consegue dar explicações plausíveis acerca de assuntos os mais adversos sobre os quais vem sendo acusado.

Da ligação com o Master para financiar o ‘Dark Horse’, pior do que ter pedido o dinheiro foi mentir para ocultar a cobrança para depois confirmá-la. Na sequência, o que garantiu ter sido um único contato, isolado, também caiu por terra. 

A aproximação com o presidente Trump e as ‘sugestões’ acabaram por turbinar o tarifaço em desfavor do Brasil — tremendo tiro no pé. A inabilidade para com a madrasta lhe rendeu o vídeo vingativo de Michelle e… lá se foram preciosos votos do eleitorado feminino. Parando por aqui, para evitar incluir na relação de desventuras o que não está devidamente comprovado, Flávio está nas cordas.

Filho de Bolsonaro
não tem o carisma
do pai e tampouco
a popularidade.
Está perdendo votos
até da direita

Lula vai avançando

Enquanto isso o presidente Lula da Silva, apesar do levantamento do Datafolha apontando que 44% dos brasileiros se identificam com a direita ou centro-direita — contra 39% que se alinham com a esquerda ou centro-esquerda — vai baixando o percentual de rejeição e subindo nas pesquisas.

E por quê? Porque tem na figura do senador Flávio Bolsonaro seu principal cabo eleitoral. Inaugurou até canteiro de obras e túnel sem água. O ‘pacote de bondades’ chega a R$ 215 bilhões no ano eleitoral. O escandaloso envolvimento do então líder do governo no Senado, Jaques Wagner, com Daniel Vorcaro, não fez nem cosquinhas e, repetindo o que fez em 2022, segue se comparando a Vargas.

Ponto pacífico, chova ou faça sol, Lula tem o voto fidelizado do eleitor petista. Enquanto isso o senador do PL vê escapar por entre os dedos o voto dos moderados. 

Nem de perto Flávio tem o carisma e a popularidade do pai. Tampouco o jeitão e o fascínio que o ex-presidente despertava. Vai ter que remar muito para vencer a correnteza política que ora lhe é desfavorável.

O post Lula tem na pré-candidatura de Flávio seu principal ativo apareceu primeiro em J3News.

Compartilhe este artigo
Deixe um comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

plugins premium WordPress