NOVA IGUAÇU (RJ) – Uma mulher de 69 anos foi resgatada de uma residência em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, após permanecer por 52 anos em situação análoga à escravidão, segundo a Auditoria Fiscal do Trabalho, do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).
✅ Clique aqui para seguir o canal de notícias nacional do Rlagos Notícias no WhatsApp
De acordo com a fiscalização, a trabalhadora nunca teve a carteira assinada, não recebia salário regularmente e não tinha direito a folgas. No momento do resgate, realizado em 15 de julho, ela cuidava da empregadora, uma idosa acamada que necessitava de assistência permanente.
Os empregadores afirmaram aos auditores que a trabalhadora era tratada “como parte da família”. No entanto, a fiscalização identificou indícios de trabalho forçado, condições degradantes e jornada exaustiva.
A vítima relatou que não visitava seus familiares havia cinco anos. Segundo os auditores, ela cursou apenas o ensino primário e permaneceu por décadas sem vínculo formal de trabalho.
“Durante mais de 50 anos, não houve registro ou pagamento regular de salário. Atualmente, ela cuidava da patroa acamada e que demanda cuidados permanentes com a saúde”, afirmou o auditor-fiscal do Trabalho Raul Vital, coordenador da operação.
O resgate foi realizado por auditores do Ministério do Trabalho e Emprego e procuradores do Ministério Público do Trabalho (MPT).
Segundo a procuradora do Trabalho Tathiane Menezes do Nascimento, casos como esse reforçam a importância das denúncias e da atuação integrada dos órgãos públicos no combate ao trabalho escravo contemporâneo, especialmente no trabalho doméstico, onde esse tipo de exploração costuma permanecer invisível por muitos anos.
Após o resgate, a idosa foi levada por familiares para fora do Rio de Janeiro. Também foi firmado um acordo para o pagamento das verbas rescisórias, indenização e demais direitos trabalhistas, totalizando mais de R$ 600 mil.
📲 Confira as últimas notícias do Rlagos Notícias
📲 Acompanhe o Rlagos no Facebook , Instagram , Twitter e Thread
